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Crónica de um vendedor de sangue

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Traduzido para português e editado por cá há cerca de um mês, este “Crónica de um vendedor de sangue” leva-nos até uma pequena cidade chinesa algures nos anos de governação de Mao Tsé Tsung. No centro da trama está Xu Sanguan, um operário de uma fábrica de seda que constitui família e tem três filhos. Trabalhador e poupado, a vida parece correr-lhe bem até que descobre o filho mais velho é, afinal filho de outro homem. Revoltado com a mulher (não parece interessar que afirme ter sido violada) e com a vida, Xu Sanguan deixa-se levar pelo seu grande coração e acaba por aceitar o filho como seu, como tinha feito nos nove anos anteriores.

O advento do comunismo traz diversos problemas à família Xu. Fome, uma vez que os fogões e outra propriedade provada são abolidos e as cantinas tidas como solução depressa se esgotam; a vergonha da mulher, apontado como prostituta e exemplo para as outras mulheres e a ida dos dois filhos mais velhos para o campo, para trabalharem em prol do país em condições severas. Xu Sanguan responde a todos os problemas, que no fundo são sempre um - falta de dinheiro, com idas ao hospital local onde pode vender sangue a bom dinheiro (delicioso o pormenor de, depois de vender o seu sangue ao Mestre Li ir comer fígado de porco frito e licor de arroz aquecido, como forma de restabelecer as forças do corpo). Para ajudar a família e acudir a todos, começa a fazer visitas cada vez mais frequentes ao comprador de sangue, sacrificando-se pela família.

Uma história aparentemente simples e escrita com suposta ingenuidade e até infantilidade mas que descreve cruamente a sociedade chinesa dos anos 50 e o advento do comunismo e efeito que teve numa população já de si miserável. Muito interessante a escrita precisa, direta e ternurenta de Yu Hua que faz parecer estar a contar as pequenas desventuras de uma família quando na verdade conta uma parte importantíssima da história chinesa. 

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23.05.17

13

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Com a chancela de qualidade Netflix anda por aí 13 Reasons Why. As 13 razões a que o título se refere são as razões que levaram ao suícidio de Hannah Baker, personagem de ficção de uma pequena cidade norte-americana. Hannah, querendo que a sua voz se oiça após a sua morte deixa 13 cassetes (algo estranho para alguém de 17 anos) com gravações de episódios que criaram e aumentaram o seu desespero. Uma série aparentemente teen que mete o dedo em feridas como o suícidio, depressão, depressão, abuso sexual, bulling, cyberbulling e a eterna luta dos pais para compreenderem e ajudarem os filhos adolescentes. Uma série obrigatória para todas as idades e para a comprenesão da era em que vivemos. Nota para o elenco de luxo, quer nos adolescentes Hannah (Katherine Langford) e Clay (Dylan Minette) quer nos "adultos" Lainie (Amy Hargreaves), Olivia (Kate Walsh) ou Andy (Brian D´Arcy James). 

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19.05.17

Obesidade.pt

Portugal está no top 5 do ranking europeu de crianças e adolescentes com excesso de peso. As causas são evidentes é urgente medidas de combate capazes de reverter os maus hábitos que estão associados a este fenómeno, como sejam os alimentares (a dieta mediterrânea desapareceu dos lares, sendo que a maioria das crianças e adolescentes não comem fruta e vegetais) seja o sedentarismo, ambos exigindo uma ação do Ministério da Educação, através das cantinas escolares e do aumento da carga letiva da Educação Física. Tudo isto é mais triste quando em Inglaterra se discute a introdução da dieta mediterrânea nas escolas.

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17.05.17

A Querida Assunção

A Assunção veste calça de ganga e calça botas para ir aos bairros sociais, para ver os pobrezinhos, e há um punhado de tontos que ficam ofendidos por isso. A querida Assunção até tem muita coragem. Onde já se viu não levar máscara? Olhe que quem a avisa...

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16.05.17

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Rei Artur e a lenda da espada

A literatura e o cinema de fantasia, na sua versão medievalizada, deve muito ao Ciclo arturiano. Harry Potter ou Frodo Baggins são derivações do Rei Artur. Há, portanto, uma dose de responsabilidade acrescida em tudo o que envolve o mítico governante, o Rei David dos bretões, o paradigma do messias celta. Curiosamente, no plano cinematográfico, é a herança Lord of the Rings que marca o compasso das produções do género.

No caso concreto, temos uma película com bastante liberdade criativa, ausente de Merlin, agora empurrado para a geração anterior, com uma aparição competente de Beckham, com um bom desempenho de Jude Law, e muitos outros rostos familiares. O Rei Artur adquire a roupagem de agora, musculoso e atraente, em luta contra o seu destino. Felizmente não há o cliché sexual, num filme com bons planos, com diálogos rápidos e apelativos, numa versão arturiana perto da cultura pop, mas ainda assim a justificar a ida à grande tela.

 

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15.05.17

Eurovisão

Ao que parece a sociedade artificial, líquida, esteve presente no Eurovisão. Os artifícios de uma sociedade do olhar passageiro e superficial somente foram derrubados na simplicidade de uma atuação vinda do canteiro à beira-mar, em língua própria, sem barulho das luzes, numa canção que dialoga consigo mesma, intimista, numa atuação profunda e estranha, cativante e triste. 

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10.05.17

Quando a paternidade chega

É como um turbilhão de emoções, um tsunami que nos arrasta de dentro de nós de volta a nós mesmos, que se olhássemos o espelho, novamente, apenas uma década depois. Não é como as intermitências da morte, que dizem tornar tudo mais claro. É outro tipo de experiência, é a que nos arrebata de vez da juventude, que nos obriga a crescer, que nos coloca de frente com a evidência do devir, da inevitabilidade do tempo, da fugacidade da vida. E são nove meses que passam a correr, que fogem, entre cursos, exames, e tantas desventuras, mudanças físicas, compras. São as ecografias que nos revelam os primeiros contornos de uma existência estranha, um ser que aparece e se forma e muda o quotidiano de uma família inteira. E muda-nos, efetivamente, porque descobrimos algo mais para além de nós, que é parte de nós. 

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08.05.17

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Erro feminino, má fortuna

As mulheres, vá-se-lá saber porquê, acham os homens extremamente difíceis de entender. Regra-geral porque teorizam demais, complexificam ligações emocionais/psicológicas simples, como se A to B fosse preciso tomar milhares de rotundas e desvios. E assim, quando habitadas de dezenas de dúvidas recorrem aos homens? Não, vão buscar clarificação nas outras mulheres, afinal do que entendem os homens de homens?

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20.03.17

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Estilo Masculino #1

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06.03.17

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Amor versus Paixão


Este é um dilema que à vasta população feminina não se coloca. Amor é amor, ponto. No entanto, para mim a questão coloca-se e merece ser colocada. Embora a paixão tenda a ser descrita - e bem - como uma descarga eléctrica, um choque físico-emocional perante um «outro» que se torna objecto de desejo, construindo assim todo um manual de emoções e fabulações poéticas, não deixa de constituir-se como uma reacção forte, inebriante e, desse ponto de vista, como uma experiência que confere sentido dinâmico à vida. Por outro lado, o amor - que poderá ser a continuação de uma experiência de paixão -   não raras vezes se vê conduzido a uma vivência de afectividades do tipo fraternal, perde-se o arrebatamento e ganha-se uma cumplicidade não raras vezes, também, assexual. E porque o amor é um lugar construído, vale a pena apaixonarmos-nos continuamente, a cada nova esquina, deixando-nos levar pelo frenesim de emoções virais.

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06.03.17





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