Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Etiquetas:

Escher em Lisboa até maio

THE-AMAZING-WORLD-OF-M.-C-009.jpg

De 24 de novembro a 25 de maio, o Museu de Arte Popular recebe a obra do holandês M. C. Escher. Estarão em exposição 200 obras do  artista que ficou conhecido pelas suas xilogravuras e litografias. Obrigatório. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

22.11.17

Etiquetas:

Ferrugem Americana

e47b2862085c42f79446b4cd8e527710.jpg

Galardoado e aclamado, este romance de Phillipp Meyer pretende-se como continuação da obra de Hemingway, um regresso à literatura americana embrenhada nas profundezas sociais, na América rural, na ferrugem de uma América falida, onde a esperança é pouco mais do que uma linha no horizonte. É uma obra cativante, que cumpre o que promete, quase até ao fim. Para quem, como eu, colocava fortes expetativas na obra, termina a última página com um amargo de boca. O romance acaba do nada, sem nos dizer para onde caminham as personagens, como ficam as suas vidas, como se se estivessem esquecido de imprimir o último capítulo. Por isso vale um pouco menos. 

3,5 ★

Autoria e outros dados (tags, etc)

22.11.17

Etiquetas:

Uma Coluna de Fogo

assinaturapresenca2.jpg

 

He did it again! Ken Follett não para de deleitar o mundo da literatura, sobretudo com os seus gigantescos romances históricos (tem também alguns policiais interessantes). Entre 2010 e 2014 fez sair três volumes – A Queda dos Gigantes, O Inverno do Mundo e No Limiar da Eternidade – que contava a história do Séc. XX desde o eclodir da I Guerra Mundial até ao cair do Muro de Berlim. Parecia ser a sua obra-prima e até um fim de carreia. Aos 68 anos, Follett não abranda o ritmo e regressa a Kingsbridge (cidade fictícia). Kingsbridge foi apresentada ao mundo em 1989, como palco d´Os Pilares da Terra. Estamos no Séc. XII, durante um período onde dois sucessores lutam pelo trono inglês. Mas Tom, um humilde pedreiro, persegue o sonho de ajudar a erguer uma Catedral Gótica. Em 2007, Follett regressa à mesma cidade para Um Mundo Sem Fim. Este ano, regressamos a Kingsbridge para “Uma Coluna de Fogo”. No centro está Ned, um jovem inglês que regressa a Kingsbridge depois de uma estadia em França. Quando a família perde a fortuna e Ned perde a amada para um rival mais rico e poderoso, Ned muda-se para Londres onde se vê ao serviço da poderosa Rainha Isabel e se torna aos poucos, um dos seus conselheiros mais importantes e um antepassado daquilo que se tornaram os espiões, ao serviço da Coroa. Mas, como sempre, nos livros de Ken Follett não falta um contexto histórico maior e um batalhão de personagens interessantes.


Assim vivemos num época de lutas religiosas entre católicos e protestantes, sendo que o reinado de Isabel parece ter o condão de trazer alguma paz. Também a disputa pelo trono inglês, que acaba por ser ganho por Isabel, está em destaque, sobretudo com a sombra de Maria, Rainha da Escócia. Conhecemos a mãe de Ned, Alice, esperta e determinada comerciante que perde tudo; Barney, o seu irmão mulherengo que se torna marinheiro e se apaixona perdidamente em São Domingo e claro, Margery, a sua amada, que nunca esquece e nunca o esquece.

Conhecemos também o ponto de vista de Maria, Rainha da Escócia, sempre em apuros. Primeiro casada com Francisco e Rainha de França e depois, prisioneira, ainda que sempre apoiada pela amiga e aia, Allison. Também no núcleo francês, temos a calculista família Guise, que tenta dominar a Coroa e ainda Pierre, um jovem charlatão que consegue subir a pulso, até se aproximar do novo Rei de França, o adolescente Henri. Sem esquecer Sylvie, jovem prospera de Paris, cujo pai vendia bíblias em francês e acaba condenado à fogueira. Existe ainda o sevilhano Carlos e o seu antigo escravo Ebrima que acabam em Antuérpia, no meio de mais uma batalha religiosa, ainda que só queiram ter uma vida pacífica.  Follett continua um mestre em tornar simples e humana, a história da Europa e “Uma Coluna de Fogo” é mais um grande sucesso nesse sentido. É um pageturner cativante que nos faz dar uma volta ao mundo, ao mesmo tempo de mergulhamos nos locais descritos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

20.11.17

Etiquetas:

Um homem de família (2017)

 Poderoso. Comovente. Um murro no estômago da paternidade. No coração do capitalismo selvagem, onde fazer dinheiro é o único móbil empresarial, somos confrontados com um caça-talentos que trabalha 17 horas por dia, num ritmo alucinante, totalmente absorvido por uma máquina de gerar lucros. Retrato dos tempos que correm, este pai de família é, em larga medida, o fornecedor de conforto económico mas não emocional. Ausente do lar, Dane Jansen (Gerard Butler) vê-se numa encruzilhada entre a oportunidade de promoção e o desafio de assumir o seu verdadeiro papel de pai quando o seu filho mais velho é diagnosticado com leucemia aguda. O poder transformativo da doença é revelado num Jansen capaz de encontrar emprego para um engenheiro de 59 anos com experiência a mais e que representa um mau negócio empresarial, ao se encontrar perto da reforma. Um drama em pleno coração do nosso tempo, em que o indíviduo é, somente, um ativo económico, e onde o tempo para a família é subtraído violentamente. Porque o tempo perdido não volta, um convite à reflexão para todos os pais que passam demasiado tempo no escritório e se esquecem do mais importante. 

3,5 ★

Autoria e outros dados (tags, etc)

19.11.17

Etiquetas:

Os Goldberg

Gosta dos anos '80? E de séries? Então tem de ver Os Goldberg. Absolutamente genial a forma como a partir das memórias individuais se inscreve uma série na memória coletiva, como a partir de um caso familiar se toca o coração de um geração, com todos os clichés e lugares-comuns que constroem um sentimento de partilha. Com um toque de humor e interpretações notáveis. Não se via nada assim desde Quem sai aos seus

Autoria e outros dados (tags, etc)

15.11.17

Etiquetas:

Borg vs McEnroe

Borg.jpeg

Em 1980, o foco do mítico torneio de Wimbledon recai sobre dois tenistas – Bjorn Borg e John McEnroe – que ficaram conhecidos como dois dos melhores de sempre da história do desporto. Borg, 24 anos, quatro vezes consecutivas vencedor da prova inglesa na relva, tido como favorito, começava a ser ensobrado por um jovem norte-americano, John McEnroe, de 21 anos, com uma aparente e inabalável confiança. Borg vs McEnroe (2017) conta a história desses dias em Wimbledon. E se a final do torneio desse ano é central na narrativa, assistimos também ao percurso dos dois atletas até chegarem aquele momento decisivo, que marca o início da queda de Borg e da ascensão de McEnroe.  Fazemos uma incursão à infância rebelde de Borg na Suécia, revoltado com o mundo até encontrar 

Lennart Bergelin (Stellan Skarsgard), seu mentor que, aos 15 anos, o lançou na Taça Davis e o viu vencer o então 20.º classificado do ranking ATP. Vemos também a infância de McEnroe, de pressão familiar para ser o melhor em tudo e a forma como cresce com problemas de relação com os outros, sempre irritado e frustrado. Borg (Sverrir Gudnasson) é aparentemente frio, cheio de superstições e disposto a todos os sacrifícios para vencer. John McEnroe (Shia LeBouef) tem uma personalidade totalmente diversa, que faz com que a opinião pública não fique do seu lado. Pelo menos até ao jogo fabuloso da final de Wimbledon. Um muito interessante retrato de uma rivalidade amistosa que conquistou o seu tempo, fazendo lembrar Rush, sobre a rivalidade entre Niki Lauda (Daniel Bruhl) e James Hunt (Chris Hemsworth).

Autoria e outros dados (tags, etc)

13.11.17

Etiquetas:

Hostage

 

 

pyongyang-guy-delisle-juego-1.png

Guy Delisle é um dos meus autores favoritos da atualidade. Canadiano, nascido em 1966, é um dos mais proeminentes autores de graphic novels. A sua obra é muitas vezes autobiográfica e relata as suas viagens, um pouco por todo o mundo. Trabalhou em estúdios de animação na Ásia, como supervisor e relata essas experiências em Shenzhen, publicado em 2000 e no ainda mas fantástico Pyongyang, publicado em 2003, onde, de forma aparentemente simples, relata as limitações do regime coreano. A par de Dentro do Segredo, de José Luís Peixoto, é um dos relatos mais interessantes que li sobre a Coreia do Norte e o seu regime repressivo, apesar do esforço para não passar essa realidade para o exterior.

4f6ea330ee550bd7dfc1d3cd30d23805.jpg

Casado com uma administradora dos Médicos Sem Fronteiras, ele e os filhos, seguiram-na até vários países. Estas aventuras deram origem a livros como Burma Chronicles (2005) e Jerusalém (2009), nos quais relata o dia-a-dia naqueles países.

aHR0cDovL3d3dy5uZXdzYXJhbWEuY29tL2ltYWdlcy9pLzAwMC

Chega agora ao mercado português, Hostage (por cá, ainda só há em francês e inglês). Aqui, Guy conta a história do amigo Christophe André, raptado em 1997, por rebeldes chechenos, enquanto estava a trabalhar numa missão humanitária na Rússia, algures no Cáucaso Norte. Nos meses seguintes, a vida de André consiste em estar preso em locais esconsos e escuros, normalmente com uma mão algemada. E um livro que vive de imagem consegue ser muito bom, com grande parte das vinhetas a mostrarem o mesmo homem na mesma posição. Acompanhamos os diferentes estados de espírito de André, à medida que o tempo passa e todos os cenários que imagina – vou ser libertado hoje, vou fugir, não vou sair daqui nunca – enquanto não tem mais nada para fazer. Um relato emocionante e que nos prende até ao fim das cerca de 500 páginas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

08.11.17

Etiquetas:

Sete Irmãs

1-What-Happened-to-Monday-Official-Trailer-HD-Netf

A premissa é muito bem pensada: num mundo futurista, a população mundial cresceu tanto que a comida e água escasseiam. Alimentos modificados são criados para fazer face à crise mas os seus efeitos secundários fazem com que as mulheres fiquem ainda mais férteis e nascem ainda mais crianças. Nesse contexto, é imposta uma política de apenas uma criança por família. Numa política introduzida por Nicolette Cayman (Glen Close), todas as crianças “a mais” devem ser entregues a uma obscura unidade para serem criopreservadas até virem dias melhores. É neste mundo que nascem sete gémeas. Com a ajuda do médico, o avô materno toma conta das meninas, dando-lhes os nomes dos sete dias da semana. As crianças são estimuladas e ensinadas em casa e partir de uma certa altura, cada um delas pode sair de casa no dia da semana a que corresponde o seu nome. Todas desempenharão o papel de Karen Settman, desde a escola primária até à vida adulta. Apesar disso as gémeas (Nomi Rapace) são todas bastante diferentes entre si, com personalidades bem definidas. No presente da ação, o avô (Willem Dafoe) já morreu e a vida empresarial de Karen vai de vento em poupa, apesar de algumas das irmãs quererem muito mais da sua vida. Quando uma delas não volta para casa, o resto começa a sair de casa em busca das irmãs, tendo que lutar contra tudo e todos. Se a premissa é boa e os atores também, o desenrolar do filme não funciona, tornando-se amiúde, chato.

Autoria e outros dados (tags, etc)

07.11.17

Etiquetas:

Thor: Ragnarok

hela-ragnarok.png

Os filmes da Marvel levam-se cada vez menos a sério e estão cada vez melhores. Ao contrário dos filmes DC, que se apresentam envoltos numa névoa de pesada seriedade que acaba por não resultar (se bem que Wonder Woman mostre um salto qualificativo considerável), os filmes Marvel quase que são boas comédias, com alguma (boa) ação pelo meio. “Thor: Ragnarok” ilustra bem o paradigma. Num das cenas iniciais, temos um teatro em Asgard, “terra” natal de Thor, na qual o elenco conta com Matt Damon, Sam Neill e Luke Hemsworth, irmão do protagonista. Temos também Stan Lee a aparecer uns segundos a mais do que é habitual, como barbeiro de Thor e ainda uma aparição de Benedict Cumberbatch e do seu Dr. Strange.

Vamos à história. Odin (Anthoby Hopkins), pai de Thor e Loki, exila-se na Noruega (terra de Vikings), para morrer. A sua morte era a única coisa que mantinha a irmã mas velha de Thor aprisionada. Hela (Cate Blanchet), Deusa da Morte, a primogénita de Odin foi sua aliada durante séculos, ajudando a construir as riquezas de Asgard, lutando com o pai. Quando as suas ambições se tornaram desmedidas, Odin aprisionou-a. Regressada, Hela toma as rédeas de Asgard e prepara-se para continuar as suas conquistas.

Enquanto isso, Thor vê-se prisioneiro num estranho planeta. Capturado por uma antiga Valquíria (Tessa Thompson), uma espécie de amazona de Asgard, é vendido como escravo e usado como gladiador. O seu novo dono é Grandmaster (um excelente Jeff Goldblum) que dá ao seu povo, “pão e circo”. Thor deve lutar contra o campeão de Grandmaster, invencível. Mas o tal campeão acaba por se revelar Hulk (Mark Ruffalo). O estranho duo de amigos, juntamente com Loki (Tom Hiddleston) e Valquíria rumam a Asgard, para, com a ajuda do leal Heimdall (Idris Elba) retirarem Hele do trono.

Uma viagem bem-disposta e tecnicamente irrepreensível ao mundo Marvel, que conta ainda com interessantes prestações de Karl Urban, Taika Waititi (que realiza), Clancy Brown ou Ray Stevenson.

Autoria e outros dados (tags, etc)

06.11.17

Etiquetas:

Origem

Capa_Origem.jpg

Eu, leitor de Dan Brown me confesso. Não que ache que Brown seja um grande escritor ou que a sua fórmula não seja previsível. Brown não escreve muito bem, “simplesmente” junta num livro, com linguagem simples, curiosidades sobre ciência, história, arte ou religião. Brown não nos surpreende por aí além. Sabemos ter uma história principal, que queremos ver desvendada o quanto antes mas que é atrasada por capítulos com personagens secundários. No entanto, na sua quase generalidade, os livros de Brown são divertidos. Levam-nos a sítios que não conhecemos, apresentam-nos monumentos e suas histórias e pessoas que sendo normais, são também extraordinárias. Desta vez, acompanhamos o Professor Robert Langdon até ao Museu Guggenheim de Bilbau onde um antigo aluno seu, hoje guru das tecnologias, se prepara para fazer um anúncio ao mundo que pretende mudar os paradigmas e decifrar a origem da vida. Escusado será dizer que tal perspetiva assusta as diversas religiões do mundo, que temem esvaziar-se e que Langdon está metido ao barulho, com a companhia de uma bela mulher, numa jornada que o leva a diversas cidades, rumo à vitória final. Críticas à parte, a viagem de Origem é divertida, muito divertida. E a literatura não precisa sempre de ser profunda.

Autoria e outros dados (tags, etc)

02.11.17





Barbearias & Cabeleireiros

GENERALISTAS

FEMININOS

MASCULINOS





aRmário

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D