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The End Of The F***ing World

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James (Alex Lawther) é um adolescente inglês. Vive apenas com o pai e sente ser um psicopata. De facto, não tem sentido de humor, não sente empatia e diverte-se a matar animais. É quando decide experimentar a sensação de matar “algo maior” que lhe aparece à frente Alyssa (Jessica Barden), colega de escola, revoltada como qualquer adolescente e com vontade de viver aventuras. O estranho par junta-se, com perspetivas bastante diferentes da relação e acaba por fugir de carro, rumo a uma aventura, sangrenta mas bastante divertida. Uma descoberta e uma bela metáfora sobre os contragimentos sociais. 

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11.01.18

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Os Despojos Do Dia

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O mercado livreiro tem um truque que repete com frequência. Faz novas capas de livros já editados há alguns anos, levando leitores mais aventureiros (que, como eu, se apaixonam por capas e títulos, sem fazerem grande investigação) a pensar que estão a comprar uma novidade. Apesar de irritante, este truque por vezes é-me benéfico. Foi o que aconteceu com Despojos do Dia, uma pequena maravilha em 250 páginas que se lê numa penada. Descobri que é já de 1989 e que até já deu um filme com Anthony Hopkins mas isso acabou por não diminuir em nada o prazer da leitura.

Conhecido da maioria do público português (eu, incluindo) apenas após a vitória do Nobel da Literatura, Kazuo Ishiguro é um escritor nascido no Japão mas que cresceu como inglês. Assim que peguei neste Os Despojos Do Dia senti isso mesmo. Há pouco de japonês nestas páginas. O tema que escolheu para este livro de 1989 (o seu terceiro) dificilmente poderia ser mais britânico. No pós-guerra, o mordomo Mr. Stevens, aproveita a oportunidade que lhe é dada pelo patrão e faz uma viagem de carro pelo campo inglês. Nela, para além de ver o país que existia para além das paredes da casa que servia e de conhecer pessoas para além das que orientava e servia, pode refletir sobre a sua vida e como ela tinha sido dedicada a uma profissão e a uma pessoa, Sua Senhoria, agora morta.

Após anos de dedicação a Lord Darlington, Stevens agora empregado de um americano rico, vê uma certa mudança na atitude do patrão. Mais descontraído, insiste que o mordomo leve o seu Ford e aproveite a sua ausência para passear por Inglaterra. Com a desculpa para si mesmo de que a mansão precisa de mais pessoal, Stevens parte em busca de Mr. Keaton, antiga governanta que há largos anos se despedira para casar, casamento que, segundo uma missiva, estaria a terminar.

E se a viagem dura poucos dias, a verdade é que Stevens põe a memória a funcionar e recua anos e anos. Reflete sobre os verdadeiros méritos do homem a quem dedicou a vida; reflete sobre o que é ser um bom mordomo; reflete sobre a sua relação com o pai, também ele um mordomo e sobretudo pensa em Mr. Keaton. Um vivo fabuloso da Inglaterra dos anos 30 a 50.

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11.01.18

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Peaky Blinders, tomo 4

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Volto a Peaky Blinders, série sobre a qual já aqui tinha escrito. A quarta temporada acaba de sair do forno (infelizmente, arrumada com apenas seis episódios) e vem confirmar a evolução da trama e da própria produção. Se Tom Hardy já se tinha juntado ao elenco na temporada transata, nesta mantem-se e ainda dá as boas vindas a Adrien Brody, como um mafioso italo-americano com tiques óbvios de Padrinho mas que funciona bem. Mas façamos rewind. Aqui estamos em Birmigham, nos anos 20. Tommy (Cillian Murphy) é o líder da família Shelby. Outrora destacada pelo controlo das apostas, a família foi crescendo, graças ao rasgo de Tommy, até uma posição na qual detém várias fábricas em Inglaterra e uma delegação nos EUA. Entre os negócios dos Shelby até existem agora os que são honestos. Tommy é agora um homem ainda mais só, com a cabeça na I Guerra Mundial, sempre que tem tempo para pensar e com a família contra ele por acontecimentos da quarta temporada. Mas o passado volta para se vingar e a família é obrigada a unir-se para sobreviver. Luca Changretta (Brody) filho de um mafioso italianos morto por Arthur (Paul Anderson) irrascível irmão de Tommy chega a Inglaterra para vingar o pai. Seguindo a sua própria tradição, promete matar toda a família Shelby. Enquanto isso, Tommy tem que lutar contra os sindicatos recém-criados e inspirados pela revolução bolchevique para tentar manter os seus negócios a funcionar e tem que fazer vários jogos de sedução e intrigas de bastidores. Entre as novas aparições, para além de Brody, temos Jessie Eden (Charlie Murphy), a jovem comunista que organiza greves e por quem Tommy se encanta; Aberama Gold (Aidan Gillen, célebre pelo seu papel maquiavélico em Game of Thrones), líder cigano contratado por Tommy para ajudar na "guerra" contra os italianos e Bonnie Gold (Jack Rowan), filho de Aberama e prodígio no boxe. As velhas personagens evoluiram e marcam presença como Arthur, na sua luta entre ser um bom cristão e pai como a mulher quer ou ser o gangster louco e violento de sempre; Polly (Helen McCrory), a tia de Tommy e seu braço direito, agora em contacto com o seu lado cigano e místico e Ada (Sophie Rundle), regressada da filial americana para se unir à luta.  Peaky Blinders continua a ser uma obra-prima de recriação histórica, com interpretações superiores e finais de temporada que não param de causar ansiedade aos seus fãs.

 

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03.01.18

Do Inferno

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Alan Moore, conhecido tanto pela sua genialidade a contar histórias como pelo seu caracter “fechado”, é um nome maior da banda desenhada mundial. Da cabeça do inglês, saíram obras-primas como From Hell, V for Vendetta ou Watchmen. From Hell, premiada serie de histórias chega agora a Portugal, em versão traduzida, através de um volume de quase 600 páginas, responsabilidade da Devir. Publicada entre 1989 e 1996, é considerada uma das melhores Graphic Novels de sempre. Tem textos de Moore e ilustrações a preto e branco de Eddie Campbell. O livro, que até deu em filme em 2001, conta a história de Jack, O Estripador e o pormenor dos seus crimes e forma como foram encobertos, numa narrativa aterradora.

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03.01.18

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Manhunt: UNABOMBER

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Depois do fabuloso Mindhunter, já aqui dissecado, a Netflix volta a olhar para histórias verídicas no FBI, nas quais, é feito trabalho inovador para apanhar serial-killer. Desta vez, estamos a meio dos anos 90 e as forças federais dos EUA ainda estão longe de apanhar o UNABOMER (bombista de universidades e companhias aéreas, entre outros alvos). No centro da trama está Fiz (Sam Worthintgon), antigo polícia de giro que graças ao seu esforço e perseverança se forma como melhor profiler da sua turma no FBI. É logo chamado para a brigada que procura o terrorista e torna-se parte central na sua captura. Do outro lado está um fabuloso Paul Bettany como Ted Kaczinski, o matemático genial que se revolta contra o que acredita ser a subjeção da humanidade à inovação e à forma como a tecnologia não serve o Homem mas o escraviza. Ao longo de 17 anos, Ted, provocou mortos, feridos e o terror nos EUA, enquanto vivia como um eremita numa pequena cabana, longe de todos. Apenas Fitz conseguiu perceber quem era (o seu nome não estava sequer na lista inicial de 15 milhões de suspeitos) e como apanha-lo.

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31.12.17

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Comer/Beber

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A parceria entre Filipe Melo e Juan Cavia já não é nova mas continua a dar frutos. E que frutos! Esta dupla luso-argentina cria do melhor que se faz por cá no que a banda desenhada diz respeito. O fabuloso e intenso Os Vampiros (2016) era uma obra extensa e fabulosa sobre um grupo de soldados portugueses na Guerra do Ultramar. Antes, uma saga fresca e original – Dog Mendonça e Pizzaboy – que ao longo de quatro volumes mostrava as aventuras de um detetive da velha guarda, especializado em casos paranormais e do seu ajudante que começa por ser um simples distribuidor de pizzas. Estamos agora na presença de Comer/Beber, a junção de duas histórias nascidas de um desafio de Carlos Vaz Marques para a Granta. Só uma foi publicada (não havia espaço para mais) mas a dupla, sempre a fervilhar, fez duas, que agora publica. Uma conta a história verídica de um polaco, estabelecido em Berlim e da sua garrafa do melhor champanhe que guarda durante a Guerra. A outra leva-nos à busca de uma receita muito especial de tarte. Duas histórias lindíssimas, plenas de significado e de camadas, superiormente contadas por Melo e ainda melhor desenhadas por Cavia.

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30.12.17

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Black Mirror

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Acaba de chegar ao Netflix em Portugal a quarta temporada de Black Mirror, uma das melhores e mais originais séries dos últimos anos. A cada episódio (de cerca de uma hora), uma história independente, sempre bem interpretada por atores de primeira linha, que vira o espelho para a sociedade atual e para os perigos do uso excessivo de tecnologia, para a saúde física e mental e sobretudo para a noção do ridículo. Por exemplo, a primeira temporada, composta por apenas três episódios mostra como o Primeiro-ministro inglês é obrigado a fazer sexo com um porco em direto na televisão nacional para que um membro da Família Real seja libertado pelo seu raptor, num reality show extremo onde o homem que faz o sacrifício acaba por se tornar no ser mais desprezível. Na mesma temporada, vemos um mundo onde o dia-a-dia da humanidade passa por pedalar em ginásios todo o dia para produção de energia para as elites. Aqui, a gordura é desprezível e aqueles que conseguem 15 milhões de pontos podem entrar num concurso de talentos e com sorte passarem a ser estrelas de obscuros canais online, que os “pedaleiros” usam para se distrair enquanto pedalam. É o derradeiro “feel bad show”, com temas atuais que nos obrigam a ver ao espelho e a nem sempre gostarmos do que vemos. Com o passar dos anos, as temporadas ganham mais episódios e ainda maiores estrelas.

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29.12.17

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Bright (2017)

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Bright (2017), nova malha do Netflix junta um bom elenco – Will Smith, Joel Edgerton, Noomi Rapace – para contar uma história pouco original, pelo menos em termos de conteúdo. Estamos num mundo semelhante ao nosso mas onde criaturas místicas coexistem com os humanos. Os elfos são os membros mais privilegiados da sociedade, sendo ricos e ocupando lugares cimeiros; as fadas são retratadas como parasitas e os orcs são os criminosos. É nesse mundo que vive Daryl (Smith), um polícia a quem calha em sorte Jakoby (Edgerton), o primeiro orc a viver no lado certo da lei. O racismo contra Jakoby é grande e o próprio Daryl olha para ele de lado, pelo menos até ver nele um polícia leal. Pelo meio há uma varinha mágica procurada pelos “maus” e a dupla lá faz o seu melhor para a colocar em segurança. Uma história batida que mostra que a aparência e as origens não limitam e que os heróis podem estar onde menos se esperam. Uma bela pessegada.

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28.12.17

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Escher em Lisboa até maio

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De 24 de novembro a 25 de maio, o Museu de Arte Popular recebe a obra do holandês M. C. Escher. Estarão em exposição 200 obras do  artista que ficou conhecido pelas suas xilogravuras e litografias. Obrigatório. 

 

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22.11.17

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Ferrugem Americana

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Galardoado e aclamado, este romance de Phillipp Meyer pretende-se como continuação da obra de Hemingway, um regresso à literatura americana embrenhada nas profundezas sociais, na América rural, na ferrugem de uma América falida, onde a esperança é pouco mais do que uma linha no horizonte. É uma obra cativante, que cumpre o que promete, quase até ao fim. Para quem, como eu, colocava fortes expetativas na obra, termina a última página com um amargo de boca. O romance acaba do nada, sem nos dizer para onde caminham as personagens, como ficam as suas vidas, como se se estivessem esquecido de imprimir o último capítulo. Por isso vale um pouco menos. 

3,5 ★

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22.11.17





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