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Mad Max: Fury Road (2015)

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Já vi Mad Max: Fury Road duas vezes e sei que vou ver mais vezes. Sem ser particular fã dos primeiros três filmes dos anos 70 a 80 (três filmes entre 1979 e 1985), com Mel Gibson como Max, apaixonei-me por este filme logo no trailer, ansiando pela sua estreia. E, não era particular fã porque acredito que Mad Max precisava da tecnologia que tem hoje para contar a sua história. George Miller, volta aos comandos da saga que criou e dá-nos sempre essa mesma sensação. Agora sim, o seu mundo pós-apocalíptico é mostrado como ele sempre imaginou.


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Percebi, aos ver várias vezes esse trailer, que seria uma ópera futurista e caótica. Revelou-se melhor que o esperado. É uma Furiosa perseguição onde reina a violência, velocidade, ação pura mas, também, uma análise lúcida à humanidade atual, de forma subtil e cheia de pormenores (os pés inchados do burocrata, aqui chamado de The People Eater) ou a forma como os guerreiros pedem a atenção dos outros quando estão prestes a fazer algo, gritando “testemunhem!”, como se nada valesse a pena ser feito sem público e aplausos (piscar de olho às redes sociais?).


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Algures num futuro onde a Terra se tornou num gigantesco deserto e a doença e escassez reinam, Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne, que participara no filme de 1979), lidera, com punho de ferro uma cidade, na qual, detém todos os privilégios: mulheres lindíssimas nas quais tenta fazer filhos perfeitos numa era de doença; água e leite sem limitações e acesso a gasolina. Tem um exército privado – The War Boys – que o veneram e cuja única ambição é guerrear, ao volante de carros artilhados para o efeito (V8 é a religião), de modo a entrarem no paraíso – Valhalla – quais vikings.


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A viagem a uma cidade próxima para reabastecer os tanques de gasolina, torna-se numa perseguição. Imperator Furiosa (Charlize Theron, a verdadeira estrela do filme) lidera a missão mas, muda de rumo. O seu plano é outro. Fugir com as jovens esposas de Joe para a sua terra natal, onde tudo é verde (The Green Place, terra das Muitas Mães, amazonas) e cheio de esperança. Toast (Zoe Kravitz, filha de Lenny); Splendid, a favorita e atualmente grávida (Rosie Huntington-Whiteley); Capable (Riley Keogh, neta de Elvis); The Dag (Abbey Lee) e Cheedo (Courtney Eaton), aceitam a ajuda de Furiosa para fugir ao tirano.


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E, é quando Joe percebe que o que lhe é mais caro é roubado que começa uma cavalgada louca para a recuperação dos seus pertences. É aqui que aparecem dois elementos-chave: Max e Nux. Max (Tom Hardy) é um durão solitário de poucas palavras que foi capturado pelos War Boys e atualmente serve de “saco de sangue”, ou seja o seu sangue é usado para transfusões e Max está, literalmente, ligado a Nux (Nicholas Holt). Na perseguição, Max e Nux chegam perto de Furiosa e juntam-se lhe. Max, porque quer deixar Joe para trás e Nux, primeiro por lealdade a Joe e para capturar as fugitivas e, depois por amor, tomando-se um aliado.


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 Mad Max é um dos filmes do ano e é muito mais do que um filme de ação e de perseguição. Max Max: Fury Road é um futuro que nos é apresentado como aviso e condenação.


 

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26.06.15

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A Rapariga no Comboio (2015)

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Com dois milhões de livros vendidos em três meses (vem escrito na capa e eu acredito que já sejam muitos mais), A Rapariga no Comboio é um grande sucesso editorial. E percebe-se porquê, passadas algumas páginas. Paula Hawkins escreveu uma história que não para. Não para quieta um segundo. E não para de nos surpreender.


 


Rachel, aos trinta e poucos anos, falhou na vida. Sem poder engravidar, começou a beber até se tornar alcoolica e o marido deixou-a. O alcool fê-la, ainda, perder o emprego e, nos dias que correm, vive na casa de uma amiga (que nem é muito próxima), engordou, está deprimida e bebe. Bebe muito e continua a apanhar, todos os dias, o comboio das 08h04, fingindo ter uma rotina. Gosta particularmente de ver, do comboio, um casal, que lhe parece perfeito até que vê algo terrível...


 


É aqui que a narrodara deixa de ser apenas Rachel e passa a ser também Megan, a mulher que  Rachel não conhece mas inveja. E Megan, às tantas, desaparece, sem deixar rasto. Um interessante thriller ao jeito de Gone Girl.


 


 

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18.06.15

Game of Thrones. Um festim.

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Quando, em agosto de 1996, o livro A Game of Thrones foi lançado, poucos imaginariam que, 19 anos depois, seria um dos maiores sucessos de sempre da cultura popular, apenas comparável as sagas como a Guerra das Estrelas ou O Senhor dos Anéis. Afinal, era um exemplar de literatura fantástica, sempre tida como menor, escrito por um desconhecido gorducho gótico.


 


George R. R. Martin, confesso herdeiro de Tolkien, apresentou ao mundo a luta sanguinária pelo Trono de Ferro, que controla as terras de Westeros, e os volumes da história foram ganhando fãs por todo o mundo. Martin, nunca se deixou pressionar pela voracidade dos fans e sempre levou o seu tempo a escrever os livros. Com a fama e proveito, maior se tornou a espera. O quarto livro saiu cinco anos após o terceiro e o quinto, viu a luz do dia, seis anos depois do quarto. O sexto deve sair na primavera de 2016, cinco anos depois de A Dance With Dragons.


 


O sucesso atingiu todo outro nível quando a HBO, campeã da televisão americana, fez dos livros, uma série. Em abril de 2011, estreou-se Game of Thrones. Na era do streaming e do download, torna-se, a cada season a mais desejada e pirateada de sempre e, cada episódio, “parte” a internet com análises profundas, teorias e conjeturas.


 


Foi o que aconteceu no domingo, quando se deu o fim da quinta série. Não se tem a certeza de como será a sexta, sem novo livro, sabendo-se que os outros cinco ainda têm muito para explorar. Mas foi mais uma season finale em que morre um dos favoritos do público, habituado a isso desde a primeira, mas com o mesmo choque ingénuo de sempre.


 


E o sucesso da série está aí mesmo. Acontece sempre algo chocante. Nunca estamos com o coração descansado. Nunca nada é previsível. Se temos um miúdo com jeito para a escalada, alguém tem que o atirar de uma altura que o paralise. Se temos festas de casamento, alguém tem que ser massacrado. Com poças de sangue ou com a subtileza do veneno. Se temos um exótico herói prestes a derrotar uma besta assassina, havemos de ver o seu crânio esmagado. Se temos uma donzela farta de sofrer, havemos de vê-la ser violada noite após noite. Bem, já perceberam. O choque é a série e a série é o choque. Todos queremos ser chocados, mesmo que não pensemos nisso ou o admitamos, se pensarmos.


 


Para além do choque e surpresa constantes, dois fatores são determinantes para o sucesso e estão ligados ao choque: sexo e violência. Como Rome, The Tudors ou Spartacus já tinham feito, e muito bem, o sexo vende e prende. E ter largas dezenas de mulheres e homens em contante e imaginativa atividade, é interessante. Depois, a violência. Milhares de pessoas e outras criaturas caem ao longo da série. Quanto mais sangrenta a morte for, melhor. E o sangue jorra como o vinho em Westeros.


 


Mas, há mais. Há a melhor intriga palaciana de que há memória. Há piscares de olhos à sociedade romana com belos jogos de bastidores e até há jogos em coliseus. Há um belo toque arturiano com cavaleiros honrados a cumprir ideais ultrapassados. Há piscares à cultura RPG dos jogos de vídeos e à violência mais ou menos subtil de sagas como God of War ou Assassin´s Creed (O Deus das Muitas Faces). Há uma forte componente bíblica com vários Messias e alguns diabos.


 


Game of Thrones, a série, é um best-of da cultura pop, da Bíblia aos jogos de vídeo servido com ambição, sexo e violência. É um cocktail do nosso tempo, embrulhado em todos os tempos, que existiram e não existiriam. É um festim. E nós, corvos, aguardamos ansiosamente por mais, muito mais, não nos tivéssemos, tornados, nós próprios, egoístas e violentos fornicadores e usurpadores. We now nothing.

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16.06.15

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Mundo Jurássico (2015)

 


 


 


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Parece mentira mas passaram-se 22 anos sobre Jurassic Park (1993), idealizado e realizado por Steven Spielberg, o visionário que apresentara ET, Indiana Jones ou Tubarão, ao mundo. Na fita da nossa infância, é descoberto o ADN de um dinossauro num mosquito conservado em âmbar. Este ADN, permite ao milionário John Hammond (Richard Attenborough) trazer de volta ao mundo uma série de dinossauros e abrir um parque temático, no qual os visitantes pudessem ver os “bichos”, como se tivessem num zoo. Mas, como Ian Malcolm (Jeff Goldblum) preconiza, a natureza revolta-se, e, num ápice, os dinossauros tomam conta da ilha e aterrorizam os visitantes. Alan Grant (Sam Neill) e Elle Sattler (Laura Dern) são o centro da ação, escapando a um T-Rex, a alguns Velociptor Raptors, entre outros, num belo filme de aventuras com uma qualidade nos efeitos especiais nunca visto até então. O sucesso foi estrondoso e seguiram-se duas sequelas banais.


 


Este ano, regressamos à Ilha Nublar, pela mão de Spielberg, agora produtor. Os comandos estão em Colin Trevorrow, que nos conta a história de Jurassic World, sucessor de Jurassic Park, um parque temático ainda maior e mais espetacular do que o seu antecessor e, claro, com maior cuidados nas estruturas. À frente do recinto está Claire (Bryce Dallas Howard) que controla tudo com frieza. Perante o aborrecimento dos públicos face aos dinossauros existentes, decide-se avançar para a criação, em laboratório, de uma nova espécie. Nasce o Indominus Rex, uma besta branca, enorme, inteligente e mortal. E, claro, o bicho foge, lançando, mais uma vez, o pânico. E, Claire, conta com Owen (Chris Pratt) para ajuda-la a dar conta do Frankenstein jurássico, salvando os seus sobrinhos, perdidos.


 


Jurassic World é um herdeiro à altura das suas raízes, sendo maior e mais espetacular do que Jurassic Park, contando com uma era de maior desenvolvimento tecnológico. São mais de duas horas de divertimento para toda a família.

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12.06.15





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