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Silêncio (2017)

 

Silêncio, novo filme de Martin Scorcese, é longo (quase três horas) e desafiante. Ameaça muitas vezes tornar-se chato mas a meu ver, tal nunca acontece. No Séc. XVII, os cristãos são perseguidos e massacrados no Japão budista. Os japoneses convertidos são obrigados a renunciar à sua fé ou assassinados. É neste contexto que o padre português Ferreira (Liam Nesson) desaparece sem deixar rasto. Chegam a Portugal relatos da sua conversão ao budismo e da sua renúncia à fé. Num clima de grande perigo, dois dos seus protegidos resolvem partir para Oriente para saber o que realmente aconteceu a Ferreira. É assim que Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver) partem para a aventura da sua vida. Escondidos no Japão pós passagem por Macau, com a ajuda de um japonês bêbado e errante – Kichijiro (Yosuke Kubozuka), conhecem a pobreza extrema, o medo de serem apanhados mas uma fé inabalável de uma minoria japonesa tocada pelos ensinamentos dos jesuítas ibéricos. Num período de grande sofrimento, os dois padres acabam por ser presos, com destaque para Rorigues que se vê sob a influência de Inoue (Issei Ogata), o cérebro por trás da perseguição. Um filme de grande beleza fotográfica onde o sofrimento extremo está sempre presente, tendo a fé como escape e tábua de salvação.

Nota: Impressionante o sadismo relatado nos métodos de torturar os cristãos. Um sadismo reproduzido depois em filmes da II Guerra Mundial, nos quias se volta a ver esta maldade aplicada aos prisioneiros norte-americanos, vide Invencível, de 2014.

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23.01.17

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Homens Bons (2016)

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Arturo Perez Reverte é um dos nomes maiores da literatura espanhola, sendo responsável por clássicos instantâneos como A Rainha do Sul (agora série do Netflix), a série Alatriste (adaptado ao cinema, com Viggo Mortensen no centro da trama) ou O Hussardo. Em 2016, lançou Homens Bons, um livro de aventuras que descreve a viagem dos espanhóis don Hermógenes Molina e almirante don Pedro Zárate, membros da Real Academia Espanhola, em busca dos 28 volumes da Enciclopédia Francesa de D'Alembert e Diderot. A escrita fluente de Reverte faz a ponte entre Madrid e Paris, pelos caminhos do Iluminismo.

 

 

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13.01.17

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Lanzarote (2000)

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O francês Michel Houellebecq conquistou-me em 2015, com Submissão, onde imaginava que França seria controlado por um partido islâmico que faria valer os seus ideais. Desde logo se notava a sua escrita mordaz e a sua obsessão por personagens autobiográficas profundamente cínicas, egoístas e com um apetite sexual voraz. Em Submissão, na Paris de 2020, François, um professor universitário que gosta mais de ter relações com alunas do que de outra coisa menor como ensinar, vê-se a braços com a escalda do Partido da Fraternidade Muçulmana, chegando a fugir da capital francesa.

 

Em Lanzarote, chegado agora às livrarias portuguesas, com 17 anos de atraso, Houellebecq, dá voz mais um homem ao qual pouco interessa na vida. Aborrecido da sua vida francesa, procura umas férias que o seu pequeno orçamento possa pagar. Calha-lhe a “lunar” Lanzarote (nada desconhecida entre os portugueses, como será da maior parte dos leitores do resto do mundo, não ibéricos) onde sente um misto de emoções: curiosidade sexual por um casal de lésbicas alemãs; curiosidade sobre um polícia belga divorciado e melancólico; surpresa agradável pela beleza da ilha e ainda algum desprezo desconcertante por situações ou seres vivos.

 

Se por um lado, expõe o ridículo de certas questões da existência humana (a forma como descreve os critérios ingleses de escolha de férias é sinal disso), por outro, relata tudo com uma voz negra que nos dá vontade de rir longamente. De nós.

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12.01.17

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Assassin´s Creed (2016)

Assassin´s Creed é uma série de videojogos de grande sucesso, na qual, os gamers controlam um ou mais assassinos em diversos periodos históricos, em missões difíceis mas interessantes e gráficos assombrosos. É divertido passar umas horas neste universo. Divertido, é coisa que o filme, agora chegado às salas não é. Uma coisa é certa: dificilmente agradará aos fãs da saga e ainda mais dificilmente converterá os que ainda não o são. Michael Fassbender é Cal, um rebelde sempre em fuga que é condenado à morte após uma vida de pequenos e grandes delitos. Em vez da injeção ser letal, leva-o às garras de uma estranha organização que quer o fim da violência. É aí que Sofia (Marion Cotillard) o apresenta a uma máquina - Animus - que o faz retroceder até à Espanha do Séc. XV e à pele do seu antepassado Aguilar. Nos momentos que passa na máquina, Cal, pelos Assassinos, luta contra os terríveis templários, pela posse da Maçã, uma relíquia que dá ou tira a capacidade de livre arbítrio à humanidade. Salvam-se algumas cenas de batalha na Andaluzia de 1400 e troca o passo. Como raio Fassbender se meteu nisto? E como raio Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson, Charlotte Rampling ou Michael Kenneth Williams se lhe juntaram? 

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09.01.17

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A luz entre oceanos (2016)

Tom (Michael Fassbender) é um homem melancólico, a curar as feridas psicologicas da guerra de 1914-1918. No decorrer dessa sua luta interior, aceita um emprego como faloreiro, na pequena ilha de Janus, onde vive em isolamento e onde apenas recebe visitas com semanas ou meses de intervalo. Mas a sua chegada foi altamente impactada pela visão da lindissima e dulcissima Isabel (Alicia Vikander) de quem se aproxima nas poucas visitas à localidade mais próxima e com quem acaba por casar. A vida do casal na ilha é feliz até que Isabel engravida e perde dois fillhos em menos de um ano. Com a plenitude do casal a devanescer, um estranho acontecimento, muda-lhes a vida. Um barco dá à costa, com um homem morto e uma criança de meses a bordo. Isabel implora que fiquem com a criança como sua e o corpo estranho é enterrado, contra a vontade de Tom. Quando voltam a terra, Tom descobre que a criança é afinal filha de uma rica mulher da região - Hannah (Rachel Weisz) -, que chora a sua perda. O que fazer? Um filme de qualidade superior com o trio central a mostrar toda a sua classe e o realizador (Derek Cienfrance de Como um trovão ou Blue Valentien) a puxar dos galões para um filme triste mas bonito, comtemplativo à lá Malick mas sem nunca perder o rumo. 

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08.01.17

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The Last Guardian, PS4 (2016)

Hitokui é um jovem japonês que acorda ao lado de Trico, uma estranha criatura agrilhoada e ferida. Hitokui decide dar-lhe de comer e ajuda-lo a curar-se e começa assim uma bela amizade, plena de aventura e traduziada no jogo mais bonito de 2016. 

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03.01.17

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Trumbo (2015)

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Trumbo leva-nos até à Hollywood de 1947 onde Dalton Trumbo (Brian Cranston) é um guionista de topo. O único problema é que é assumidamente e orgulhosamente comunista (como explica à filha mais nova de forma genial a dada altura do filme). Nada interessado em abrir mão dos seus ideiais, ele e outros 9 na mesma posição como Arlen Hird (Louis CK) ou Ian McLellan Hunter (Alan Tudyk), deixam de poder trabalhar para os grandes estúdios. É nessa altura que Trumbo, como forma de ganhar a vida, defender os seus pares e prestar homenagem aos milhares de americanos colocados na "lista negra" como a virar o jogo, passando a escrever compulsivamente e cobrando menos, dominando, sob vários pseudónimos, Hollywood até que o seu envolvimento se tornou essencial para a indústria e para alguns dos seus protagonistas que o procuraram como Kirk Douglas (Dean O´Gorman) ou Otto Preminger (Christian Berkel). Pelo caminho, Trumbo, sacrifica a sua vida familiar com destaque para a relação com a mulher, Cleo (Diane Lane) e com a filha mais velha, Niki (Elle Fanning); vê antigos amigos rebelarem-se contra ele como a famosa colunista Hedda Hopper (Helen Mirren), o ator Edward G. Robinson (Michael Stuhlbarg) ou o produtor Buddy Ross (Roger Bart). Faz ainda novos amigos, como os irmãos Frank (John Goodman) e Stephen King (Hymie King), donos de uma pequena produtora que se orgulhava de fazer maus filmes e novos inimigos como o poderoso John Wayne (David James Elliott). Um elenco de luxo a contar a história fabulosa do homem que, contra quase todos, escreveu obras como Spartacus e venceu dois Óscares. 

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03.01.17

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Rogue One (2016)


 


Habituados a longas esperas, os fãs de Star Wars podem agora contar com um novo filme por ano. É o efeito Disney, que está aqui para fazer dinheiro, sem que, até agora tenha comprometido a qualidade. Rogue One, não faz parte da história principal mas é essencial para explicar algo que sempre fez confusão. Como é que com poucos tiros, se consegue destruir uma máquina de guerra como a Estrela da Morte?


 


Em Rogue One, conhecemos os Erso. O pai, Galen (Mads Mikkelsen), tentou desligar-se do Império mas foi forçado a regressar ao trabalho e a acabar a tal arma de destruição massiva. O momento em que é obrigado a regressar ao trabalho, é o mesmo em que a filha, Jyn (mais tarde, Felicity Jones), escapa e fica à guarda do rebelde Saw Guerrera (Forest Whitaker). 


 


Adulta, Jyn, junta-se a um curioso grupo de rebeldes, constituído por Cassin (Diego Luna), piloto destemido e seu par romântico; o robot K-2SO (voz de Alan Tudyk), mordaz e a personagem mais engraçada e marcante do filme; Chirrut Imwe (Donnie Yen), uma espécie de Daredevil (cego mas letal) jedi; Baze Malbus (Wen Jiang), amigo brutamontes de Chirrut e Bodhi Rook (Riz Ahmed), que foge do Império com uma mensagem de Galen. Junto, o grupo tem como missão atacar o coração dos opressores e roubar os planos da Estrela da Morte onde Galen escondeu um pequeno defeito.


 


Como brinde, temos a reaparição de Grand Moff Tarkin (versão animada de Peter Cushing, falecido em 1994) e a aparição assustadora de Darth Vader, figura maior do universo Star Wars. A Disney voltou a acertar em cheio, num filme Star Wars cheio de aventura, novas e vibrantes personagens, vários piscares de olho aos fãs mais antigos e muito humor.  

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02.01.17





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