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A(des)gosto

Agosto é o mês que mais nos foge, como areia entre os dedos. Como se todo o ano fosse condensado ali, nas possibilidades das águas, das areias, dos seixos, dos pôr-do-sol laranja, da noite demorada, das estrelas quentes, de um copo na mão e a gargalhada solta, dos suspiros de prazer, dos mergulhos cansados, das memórias soltas de outros verões. E é aquela coisa tão nossa, tão saudosista, brejeira e popular. O mês dos nossos "avecs" que trazem no peito a saudade e no rádio o cancioneiro nacional. É o mês que "deus queira não acabasse". Dos calções, das pás, dos baldes, das pranchas, dos bronzeados, das viagens, dos chinelos, dos gelados, das bolas de berlim e do descanso, da confusão "da ponte", dos pés com areia, das toalhas, das sardinhas, dos bailaricos, das romarias, das raquetes, das bicicletas e dos chapéus de sol. É o mês que a gosto nos dá tanto desgosto que se acaba assim. 

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31.08.17

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Sonhos perdidos

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Wayne Caraway (Bill Paxton) e a filha Casey (Sophie Nelisse, d´A Rapariga Que Roubava Livros) mudam-se para uma pequena cidade no interior dos EUA. Wayne ocupará um lugar como polícia e a filha ficará entre a escola e a lida de casa. Cedo percebemos que Wayne é um homem sombrio e, quando bebe, com tendência para ser violento, sendo o alvo imediato, a filha. A adolescente vê no vizinho Jonas (Josh Wiggins) um refúgio e começa a namorar com ele, contra a vontade do pai. Proibido de ver a namorada, Jonas acaba por tentar faze-lo às escondidas. Numa das suas visitas à casa de Wayne, acaba por se esconder na sua carrinha e vê-se como testemunha do assassinato de um gangue às mãos de Wayne. Sem pensar muito, resolve pegar no dinheiro roubado pelo polícia ao gangue e começa uma fuga com Casey, rumo à liberdade. Casey aceita fugir do pai violento e Jonas, foge da sua vida simples de campónio. Seguem-se momentos de tensão, enquanto Wayne e o seu cúmplice, o também polícia (Colm Feore) tentam encontrar o jovem casal e recuperar o saque. Interpretação assombrosa de Paxton.

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31.08.17

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Narcos, pós-Escobar

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É bem verdade que desde segunda-feira, o regresso mais esperado, em termos de séries, é do de Game of Thrones. Mas a temporada 8 só chegará, na melhor das hipóteses, no fim de 2018. Para chegar estão ainda os novos volumes de êxitos estrondosos como Walking Dead ou Stranger Things. Mas poucas séries despertarão tanto a curiosidade como Narcos, sobretudo na sua temporada 3, que estreia amanhã em todo o mundo. As duas primeiras temporadas debruçavam-se sobre Pablo Escobar que o brasileiro Wagner Moura, genialmente, trouxe à vida. Mas, com a morte do mítico traficante do fim da última temporada, surpreendeu que a série não morresse também. Na nova temporada, a ação passa de Medellín para Cali, onde se desenvolveu um novo e poderoso Cartel. Um dos novos vilões, será interpretado pelo português Pêpê Rapazote. Na terceira temporada, o foco deixa de estar em Medellín e passa para Cali e para o seu Cartel.

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31.08.17

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Estilo Masculino #2

 

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30.08.17

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Wind River

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Uma jovem aparece morta na neve, numa reserva índia algures no Wyoming. Percebe-se que estava a fugir de alguma ameaça, quando acabou por morrer congelada. Tratando-se de um crime federal, é chamado o FBI ao local, mas a agente mais perto é Jane (Elizabeth Olsen), uma jovem inexperiente que, tendo garra, não colhe o respeito dos locais e se sente algo perdida. Recorre então à ajuda de Cory (Jeremy Renner), um caçador local, que encontrou o corpo. Cory caça predadores que comem os animais da zona e segue rastos como ninguém. Junto, o duo parte em busca de pistas sobre o assassino, enquanto Cory promete à família de Nathalie (Kelsey Asbille) que encontrará o assassino. Um thriller de primeira qualidade, com uma dureza proporcionada pela neve e isolamento, com desempenhos fabulosos de Renner e Olsen.

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30.08.17

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O Guarda-Costas e o Assassino

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Ryan Reynolds é um dos meninos bonitos de Hollywood. Ganhou fama com filmes juvenis como Van Wilder, passou para comédias românticas como Apenas Amigos ou A Proposta e até fez alguns filmes interessantes como Enterrado. Depois, numa fase em que os filmes de super-heróis ainda eram maus, fez o desastre que foi Lanterna Verde (2011). Em 2015, esteve em grande em Mulher de Ouro e no ano passado estrelou Deadpool. E a sua carreira mudou. Reynolds gozou consigo e com os filmes de super-heróis, interpretando o vingador mais politicamente incorreto de sempre, num dos filmes mais divertidos dos últimos anos. O público que não gostava dele foi conquistado. O timing perfeito de Reynolds para o humor será aproveitado em Deadpool 2 e foi-o já este ano em O Guarda-Costas e o Assassino. Reynolds é Michael Bryce, um guarda-costas de topo que ser orgulha de proteger ao máximo os seus clientes, ao pensar em tudo o que pode correr mal. Mas quando Amelia (Elodie Yung), sua ex-namorada, lhe pede que a ajude a levar Darius Kincaid (Samuel L. Jackson) até Haia, em segurança, a vida de Bryce começa a andar para trás. Kincaid é o mais mortal assassino que existe e só ele tem provas que podem condenar o ditador de leste, Dukhovich (Gary Oldman). Mas Kincaid tem um pequeno exercito atrás dele, com vontade de o convencer a não falar. Para sempre. E inicia-se um jogo do gato e do rato, cheio de boas cenas de ação. Mas o que faz do filme uma surpresa e uma pequena sensação, é a química cómica entre Reynolds e Jackson. Perfeita ainda a aparição de Salma Hayek como a mulher de Kincaid, numa persona bad ass, presa mas no comando total das outras prisioneiras e dos guardas.

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29.08.17

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Bloodline

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É longa a tradição das séries de televisão retratarem núcleos familiares. Quer para a comédia – Quem Sai aos Seus, Uma Família Muito Moderna, Adultos à Força ou O Príncipe de Bell Hair – quer (e sobretudo) para o drama – Sete Palmos de Terra, Irmãos e Irmãs ou Revenge. Bloodline é mais uma da linhagem, caindo muito mais na categoria de drama. Conta a história da família Rayburn, dona de um empreendimento turístico, conhecido e reconhecido numa pequena cidade da Florida. A família tem o respeito da região, a quem trouxe emprego e alguma riqueza. Aos comandos da família está Sally (Sissy Spacek) e Robert (Sam Shepard). Para assistirem à homenagem local que vai ser feita aos pais, os filhos reúnem-se para o dia especial. Três deles vivem perto. John (Kyle Rayburn) é detetive na polícia local e respeitado pela sua comunidade; Meg (Linda Cardellini) é advogada e trata dos assuntos da família nesse campo e Kevin (Norbert Leo Butz) é o mais novo, com alguma tendência para beber de mais e ser impulsivo mas com um negócio próprio de reparação de barcos. O problema é Danny (Ben Mendelsohn), eterna ovelha negra da família, que parece só voltar a casa quando está em sarilhos. E será o regresso definitivo de Danny à cidade que precipitará a família para grandes problemas. Em pouco tempo, Robert morre e Danny começa a dar-se com o velho amigo Eric (Jamie McShane), um ladrão de meia tijela. Daí até conhecer bandidos de maior calibre, vai um pequeno passo. Até que ponto pode a família proteger-se e o que fará para proteger o seu núcleo duro? Com um elenco de luxo, ficamos agarrados à história dos Rayburn e de todos os que os rodeiam, desde as mulheres e namoradas, até a amigos mais distantes que não são o que parecem. 

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29.08.17

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Broadchurch

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Uma pequena cidade inglesa costeira, que vive do turismo, acorda em choque com a morte do pequeno Danny, de 11 anos. O choque intensifica-se rapidamente quando se percebe que o rapaz foi assassinado e que o assassino anda à solta, possivelmente ainda na cidade. O caso fica nas mãos de Alec Hardy (David Tennant, o vilão de Jessica Jones e um dos Dr. Who), um experiente detetive, recém-chegado à comunidade e sem dar grandes mostras de querer ganhar concursos de simpatia e de Ellie (Olivia Colman), uma detetive local, com ligações emocionais à vítima e a toda a cidade. Ao longo de oito episódios (primeira série) de cerca de 45 minutos, os dois detetives tentam encontrar o culpado, sem que antes esbarrem em milhentos segredos dos habitantes locais, nem todos importantes para a investigação mas obscuros o suficiente para merecer um segundo olhar. Ao mesmo tempo, Alec e Ellie têm os seus próprios problemas. Alec tem um problema de saúde, uma relação distante com a filha e um caso relativamente semelhante que ficou por resolver e o assombra. Já Ellie tenta manter uma relação normal com o marido e sobretudo com o filho, tido como o melhor amigo de Danny enquanto tenta convencer o seu novo chefe de que é uma profissional capaz. Para além da carga policial, a série está cheias de pequenos núcleos com as suas próprias histórias. A família de Danny, destruída, composta pela mãe Beth (Jodie Whittaker), em busca de resposta para a sua dor; o pai, Mark (Andrew Buchman), um canalizador que tenta aos poucos voltar a uma vida normal e esconder o seu caso com a dona de um hotel local, Becca (Simone McAullay) e a irmã Chloe (Charlotte Beuamont) que não aguenta a pressão de ser apenas a “irmã de um miúdo morto” e se refugia no namorado Dean (Jacob Thomas, o Grey Worm d`A Guerra dos Tronos). Sendo sempre o crime, o centro da ação, há espaço para a história (complexa) de muitas outras personagens. A ver.

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28.08.17

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Manchester by the Sea

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Apesar de ter sido um dos filmes mais falados de 2016, acabei por não ver, até hoje, este Manchester by the Sea, terceiro filme de Kenneth Lonergan. Lee Chandler (Casey Affleck) vive uma vida pacata em Boston, trabalhando como “faz-tudo”, vivendo num quarto minúsculo e bebendo uns copos para passar o tempo. Quando recebe a notícia da morte do irmão Joe (Kyle Chandler), regressa à pequena cidade de Manchester para tratar do funeral. O que não espera é que o irmão o tenha nomeado tutor de Patrick (Lucas Hedges), seu sobrinho. E Lee fica uns tempos em Manchester a cuidar do sobrinho, que anda entre a dor da perda do pai e a tentativa de ter uma vida normal na escola, com a sua banda e com as suas duas namoradas. Mas Lee também guarda uma tragédia que o levou a deixar Manchester, a separar-se da mulher e a ser, aparentemente frio e despreocupado. Anos antes, Lee perdera os três filhos, num incêndio. E se existem cenas geniais, onde, apesar do cenário negro, só temos vontade de rir, este é um filme duríssimo sobre a perda e como seguir em frente após ela, muitíssimo bem demonstrado pela cena entre Lee e a ex-mulher Randi (Michelle Williams) que só por si, faz o filme valer a pena. Um soco no estômago.

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27.08.17

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Amigos, amigos, telemóveis à parte

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O negócio da distribuição faz com que o consumo de cinema em Portugal seja, essencialmente, de filmes norte-americanos. Percebe-se o encanto. Num produto que vive da imagem, ter milhões de dólares ajuda a fazer bons filmes. Mas na Europa, sobretudo em França e também em Itália ou Inglaterra, também há muito bom cinema. E em todos os géneros. A comédia é um deles. O humor britânico é conhecido e único. O francês, inspira muitos remakes americanos e o italiano, cujo expoente maior será, hoje, Nanni Moretti, está numa boa fase. Prova disso é este "Amigos, amigos, telemóveis à parte" (no original, o título é mais caustico e apropriado - "Perfeitos desconhecidos"), que, disfarçado de comédia, debate sobre a forma como hoje em dia a vida de cada um de nós está no seu telemóvel. Um grupo de amigos, que se conhece há anos, encontra-se para jantar. O casal Rocco (Marco Giallini) e Eva (Kasia Smutniak) recebe os casais Lele (Valerio Mastandrea) e Carlotta (Anna Foglietta) e Cosimo (Edoardo Leo) e Bianca (Alba Rohrwacher). Peppe (Giuseppe Battiston) completa o grupo. A dada altura, Eva sugere que todos os convivas que ponham os seus telemóveis em cima da mesa e que todas as comunicações recebidas sejam lidas em voz alta. E, se existem situações de comédia, os segredos mais escuros também começam a ser descobertos...

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26.08.17

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