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Astérix e a Transitálica

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"Asterix e a Transitálica" chegou às lojas portuguesas no dia 19 de outubro. É a 37.ª aventura dos "irredutíveis gauleses", liderados pelo pequeno Asterix e pelo grande Obelix que, juntos, mantêm a fama e proveito de uma pequena aldeia que não se deixa invadir por Roma, nem por nada. Já se sabe que Asterix e o resto da aldeia (menos Obelix) têm ao dispor uma poção mágica que lhes dá força extra e faz os queixos dos romanos tremerem. A dupla que criou as aventuras - Albert Uderzo e René Goscinny – em 1959, desfez-se logo em 1977, altura em que Goscinny morreu. Já Uderzo, de 90 anos, continua a supervisionar os livros, depois de ter acumulado o desenho e os enredos até 2013. Esta é a terceira aventura assinada por Jean-Yves Ferri (argumento) e Didier Conrad (desenho), após "Asterix entre os Pictos" (2013) e "O papiro de César" (2015). Na nova aventura, o Senador Bifidus Attivus resolve organizar uma corrida na Península Itálica, para provar o bom estado das estradas e tentar disfarçar que os fundos que deveriam ser usados para a manutenção das mesmas, vão, na verdade para o seu bolso. À corrida juntam-se diversos povos, entre os quais, os gauleses, representados por Asterix e Obelix; os lusitanos, cuja equipa inclui Biscatês e Àsduasportrês, preguiçosos, e o campeão romano Coronavirus, grande favorito à vitória final. Aliás Júlio César não adite outro vencedor. Acompanhamos as desventuras da corrida até ao seu previsível final, passando por diversas regiões de Itália, onde os nossos herois vão comendo o que por há lá (pizzas sem tomate, que só chegará à Europa várias centenas de anos depois, em Nápoles ou presunto em Parma) e conhecendo o resto da cultura. Como sempre, as aventuras dos gauleses valem pelo caminho (neste caso, literal) e não pela chegada (aliás, todos os albuns acabam com um baquete na aldeia gaulesa, para celebrar o regresso da dupla. O novo álbum está cheio de boas piadas, a começar pelos nomes das novas personagens e faz constantes piscares de olho à atualidade. Os novos talentos por trás do estirador mostram mestria no desenho e no argumento em nada envergonham a série. Uma boa opção para uma hora de bom e familiar desenho e umas boas gargalhadas.

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26.10.17

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Foge

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Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem apaixonado que, após cinco meses de namoro aceita visitar os pais da namorada, Rose (Allison Williams, de Girls). De viagem até à casa de campo dos Armitage, Chris começa a sentir-se estranhamente observado por todos, a começar por um polícia que os manda parar e quer a identificação de Chris, mesmo quando este não ia a conduzir. A estranha sensação parece dissipar-se quando conhece Dean (Bradley Whitford) e Missy (Catherine Keener), seus sogros mas volta quando conhece o cunhado, Jeremy (Caleb Landry Jones). A sensação de que algo está mal naquele quadro acentua-se quando percebe que os únicos negros para além dele na zona, são empregados, como Walter (Marcus Henderson) e Georgina (Betty Gabriel), que apresentam um comportamento no mínimo estranho. O fim-de-semana parece incluir uma grande festa à qual comparecem amigos dos Armitage, brancos e ricos, que não param de cobiçar Chris, como se se preparassem para o leiloar...

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26.10.17

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The Boy

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Uma norte-americana, a fugir de um namorado violento, muda-se para Inglaterra, aceitando ser a ama de um menino. Greta (Lauren Cohan, de Walking Dead), vê numa gigantesca casa de campo, a trabalhar para um casal com cerca de 70 anos, que diz ter um filho com menos de dez anos. Quando vai conhecer Brahms vê que este é um boneco de porcelana. Pensa que é uma piada mas fica estarrecida quando Mr. (Jim Norton) e Mrs. Heelshire (Diana Hardcastle) não dão sinal de se tratar de brincadeira, tratando o boneco como se do seu filho se tratasse. Contando apenas com o merceeiro Malcolm (Rupert Evans), Greta fica sozinha em casa com Brahms e cedo descobre que é obrigatório que o trate como um menino verdadeiro...

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25.10.17

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Jiro Taniguchi

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Numa altura em que Kazuo Ishiguro se preparara para receber o Prémio Nobel da Literatura 2017, chamo ao blogue um outro japonês: Jiro Taniguchi. Taniguchi, que nos deixou em fevereiro, aos 69 anos, foi um mestre da banda desenhada, distinguindo-se na manga e nas graphic novels. Vencedor por duas vezes (caso único entre os japoneses) do Festival de Banda Desenhada de Angoulême, Taniguchi teve uma carreira marcada entre a ponte entre a banda desenhada japonesa e a ocidental. Depois de ter sido empregado de escritório, começou a carreira como assistente de Kyota Ishikawa tendo publicado a sua primeira história em 1970. Foi nos anos 70 que conheceu a banda desenhada europeia, que para o sempre o influenciou. Teve uma carreira recheada, da qual destaco dois títulos: O Diário De Meu Pai e Terra De Sonhos. Em O Diário de Meu Pai, Taniguchi conta a história de Yoshi que regressa a Tottori, sua terra natal, para assistir ao funeral do seu pai e descobrir afinal quem era aquela homem austero. Numa viagem às suas raízes, Yoshi começa a perceber que a vida do país foi muito mais do que aquilo que ele julgava saber. É uma obra-prima de sensibilidade, na qual se nota a mescla perfeita entre a banda desenhada japonesa e a europeia, marca da obra de Taniguchi. Semelhante sensação passa Terra de Sonhos, que reúne cinco contos, com destaque para aquele que conta a história de um casal, sem filhos, que adota um cão e cuida dele até à sua morte e o vazio que esta traz. Mais uma prova da sensibilidade e de como as histórias mais simples podem ter o que ensinar.

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24.10.17

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O Árabe do Futuro

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Chegou ao mercado português o terceiro volume d´O Árabe do Futuro, de Riad Sattouf. Sattouf, filho de pai sírio e de mãe francesa. Cineasta e autor de banda desenhada (trabalha para o Charlie Hebdo), Riad escreve e desenha a sua história. Em criança, a família abandonou França e foi para a Síria, onde o pai de Riad pretendia ajudar na evolução do país, como professor universitário. No primeiro volume, que abrange o período entre 1978 e 1984, vemos o choque cultural de Riad e da mãe ao conhecerem a Síria e a Líbia. No segundo volume, Riad, mais habituado à Síria, vai para a escola e aprende árabe, tentando ser um verdadeiro sírio. Neste volume (1985-1987), a mãe de Riad parece ter chegado aos limites da sua paciência e quer mudar-se para um país mais civilizado, de preferência a sua França, deixando a pequena aldeia de Ter Maaleh, criando uma cisão entre os pais de Riad. O pai quer continuar no seu país, junto da família vendo o regresso a França, onde estudara, como uma derrota. É assim que vemos a Síria de Hafez Al-Assad, pelos olhos de uma criança, sem maldade mas também sem filtro.

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24.10.17

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Mindhunter

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Chama-se Mindhunter é um sucesso (mais um) do Netflix. Na série, vamos até aos anos 70, onde uma equipa do FBI entrevista e analisa autores de crimes horrendos. O pressuposto é que ao conhecer-se a mente e a forma de atuar deste tipo de criminosos – muitíssimo inteligentes, minuciosos e com uma certa vaidade pela sua “obra” – o FBI pode ajudar a mais rapidamente resolver casos e quem sabe, evitá-los. No centro da trama está Holden Ford (Jonathan Groff), um jovem, com vontade de ir mais além e aquele que começa com as entrevistas e Bill Tench (Holt McCallany), um agente durão, especialista em ciência criminal. Ambos começam por ser instrutores do FBI mas Holden começa a aproveitar as constantes viagens para falar com prisioneiros um pouco por todo o país, usando o seu crachá como chave. Wendy Carr (Anna Torv), uma psicóloga, junta-se-lhe. Apesar de ficcionadas, as personagens do núcleo do FBI são baseadas em pessoas reais que estiveram na base de conceitos comuns hoje como assassinos em série ou na determinação de perfis de criminosos. O projeto, primeiro à parte do FBI, acaba por se tornar público e ter um grande financiamento, o que leva a maior exposição e responsabilidades. Escrito de forma esplêndida, a série leva-nos até às celas e mentes de criminosos como Ed Kemper (Cameron Britton), Jerry Brudos (Happy Anderson) ou Richard Speck (Jack Erdie), assassinos reais. São especialmente boas as cenas que envolvem o perturbador Ed Kemper, que assassinou os seus avós e a sua mãe, entre outros e que tem QI elevado, mais de dois metros de altura e mais de 140 quilos. Ao mesmo tempo que tenta singrar nesta nova área, Holden, ensimesmado, desenvolve uma relação com a bonita estudante universitária Debbie (Hannah Gross).

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23.10.17

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Loving Vicent

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Chega aos cinemas portugueses esta quinta-feira, Loving Vincent, um filme sobre a vida Vincent Van Gogh. O mais interessante é que todo o filme é animado, através de mais de 60 mil pinturas a óleo, inspiradas nas próprias obras do pintor. 

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17.10.17

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A Febre das Tulipas

 

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Inspirado no livro de 2000 que conquistou o mundo e com a própria autora - Deborah Maggach – a trabalhar na adaptação para o cinema, acaba de chegar às salas, A Febre das Tulipas, que nos leva para a agitada Amesterdão do início do Séc. XVII. À porta do Rio Amstel fica a abastada casa do mercador Cornelius Sandvoort, que, como muitos da sua época, se dedicava a comprar e vender aquilo que de melhor vinha das colónias. Após a doença ter levado a mulher e filhos, Cornelius (Chistoph Waltz) resolve voltar a casar e vai ao orfanato mais próximo buscar a belíssima Sophia (Alicia Vikander), a quem dá uma vida folgada em troco de um filho. Infeliz com a união, Sophia conta apenas com Maria (Holiday Grainger) como amiga e apoio. Mas até a jovem criada parece ser mais feliz do que Sophia, amada pelo peixeiro Willem (Jack O´Connell) e com planos para casar. Só quando o jovem pintor Jan Van Loos (Dane De Haan) chamado pela vaidade de Cornelius chega a casa do mercador é que a vida de Sophie muda. Ao pintar o retrato do casal, Sophia e Jan acabam por se apaixonar e começam a pensar em formas de fugirem ao zeloso marido. Ao mesmo tempo, Amesterdão vive uma verdadeira loucura, com uma procura incessante pelas mais valiosas túlipas, que chegam a valer milhares de florins e ter uma bolsa própria. Interessante filme de época, com reviravoltas mais ou menos surpreendentes, com boas interpretações de Vikander e Grainger e com uma pequena parada de estrelas a fazer papéis secundários, como Tom Hollander, Matthew Morrison, Kevin McKidd, Zach Galifianikis, Cara Delavigne, David Harewood ou Judi Dench.

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16.10.17

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O Diário de Anne Frank

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A história de Anne Frank dispensa apresentações mas nunca é demais lembra-la. O seu diário, o mais famoso testemunho do sofrimento judeu fora dos Campos de Extermínio, ganha agora uma versão graphic novel, apoiada pela própria Fundação Anne Frank, depois de algumas versões em vinhetas, não "oficiais". O objectivo terá sido chegar a camadas mais jovens e aos amantes da banda desenhada. E resulta na perfeição. Fabulosa a recriação dos escritos da jovem, num relato comovente mas com bastantes toques de humor e observação madura. Obrigatório. 

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13.10.17

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Lego Ninjago

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Os filmes do Lego não são para toda a gente. São apenas para os fãs de Lego, que não são assim tão poucos, desde os que cresceram com a marca até aos que estão a crescer com ela. A marca nórdica de tijolos de plástico cresceu até se tornar num gigante do entretenimento, chegando aos livros, videojogos, séries e cinema. Após um interessante Lego Movie e um muito divertido Lego Batman, regressou com a história dos ninjas Ninjago. A trama é simples. A cidade de Ninjago é constantemente invadida pelo vilão Garmadon. Prontos a expulsa-lo estão sempre os ninjas (uma espécie de Power Rangers, com cores e veículos de ataque diferentes), Lloyd, Cole, Jay, Kai, Nya e Zane. Estas aventuras e desventuras fazem com que cada lado procure armas mais poderosas e derradeiras. Uma história bastante prevísvel com com diversas cenas bastante divertidas e que fazem rir a bom rir, como quando o filme é invadido por um gato. A  sério. Na versão original, ouvem-se as vozes de atores de primeira como Jackie Chan, Dave Franco, Fred Armisen, Michael Peña, Justin Theroux ou Olivia Munn. 

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12.10.17





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