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Os Despojos Do Dia

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O mercado livreiro tem um truque que repete com frequência. Faz novas capas de livros já editados há alguns anos, levando leitores mais aventureiros (que, como eu, se apaixonam por capas e títulos, sem fazerem grande investigação) a pensar que estão a comprar uma novidade. Apesar de irritante, este truque por vezes é-me benéfico. Foi o que aconteceu com Despojos do Dia, uma pequena maravilha em 250 páginas que se lê numa penada. Descobri que é já de 1989 e que até já deu um filme com Anthony Hopkins mas isso acabou por não diminuir em nada o prazer da leitura.

Conhecido da maioria do público português (eu, incluindo) apenas após a vitória do Nobel da Literatura, Kazuo Ishiguro é um escritor nascido no Japão mas que cresceu como inglês. Assim que peguei neste Os Despojos Do Dia senti isso mesmo. Há pouco de japonês nestas páginas. O tema que escolheu para este livro de 1989 (o seu terceiro) dificilmente poderia ser mais britânico. No pós-guerra, o mordomo Mr. Stevens, aproveita a oportunidade que lhe é dada pelo patrão e faz uma viagem de carro pelo campo inglês. Nela, para além de ver o país que existia para além das paredes da casa que servia e de conhecer pessoas para além das que orientava e servia, pode refletir sobre a sua vida e como ela tinha sido dedicada a uma profissão e a uma pessoa, Sua Senhoria, agora morta.

Após anos de dedicação a Lord Darlington, Stevens agora empregado de um americano rico, vê uma certa mudança na atitude do patrão. Mais descontraído, insiste que o mordomo leve o seu Ford e aproveite a sua ausência para passear por Inglaterra. Com a desculpa para si mesmo de que a mansão precisa de mais pessoal, Stevens parte em busca de Mr. Keaton, antiga governanta que há largos anos se despedira para casar, casamento que, segundo uma missiva, estaria a terminar.

E se a viagem dura poucos dias, a verdade é que Stevens põe a memória a funcionar e recua anos e anos. Reflete sobre os verdadeiros méritos do homem a quem dedicou a vida; reflete sobre o que é ser um bom mordomo; reflete sobre a sua relação com o pai, também ele um mordomo e sobretudo pensa em Mr. Keaton. Um vivo fabuloso da Inglaterra dos anos 30 a 50.

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11.01.18






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