Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Etiquetas:

Rick and Morty, o triunfo do filho sobredotado d´Os Simpsons

22881.jpg

Em 1989 nasceu um extraterrestre no panorama audiovisual norte-americano. The Simpsons (quem não conhece, pelo menos, o tema musical do genérico?), saídos da cabeça de Matt Groening, inauguraram uma era na qual os desenhos animados não eram para as crianças, mas sim para os adultos. Por um lado, o desenho não tem os limites da vida real, tornando exequível as cenas mais loucas e por outro, tinha piada (e continua a ter) ter sarcasmo e humor negro a sair da boca de um desenho animado, conotado, ainda hoje, como sendo para um público infantil. Os bonecos amarelos da cidade americana de Springfield são uma instituição da cultura Pop e duram até hoje. O pai estúpido, glutão e bêbado, Homer; a mãe, eximia dona de casa e um doce de senhora; a filha, Lisa, marrona e sempre ponderada; o filho Bart, o mais rebelde entre os rebeldes e Maggie, a eterna bebé, tornaram-se em personagens reconhecidas em todo o mundo e até hoje, replicadas em milhões de produtos de merchandising.

Groening teve descendência. E não foi pouca. Em 1991, nasceu The Ren & Stimpy Show, no qual um inteligente chihuahua e um gato estúpido viviam aventuras, sempre extremamente escatológicas e gráficas. Apelavam à rebeldia infantil mas tinham camadas, apreendidas apenas pelos mais velhos. Em 1997, um ano depois do desaparecimento de The Ren & Stimpy Show, nasceu South Park, que também prospera até hoje, mas foi sobretudo popular nos primeiros cinco anos. Aqui, vamos até ao Colorado, viver o dia-a-dia de um grupo muito peculiar de estudantes Stan Marsh, Kyle Broflovski, Eric Cartman e Kenny McCormick. Em South Park, o sarcasmo, a ironia e claro, o vernáculo, ganharam nova dimensão.

Em 1998, chegou Family Guy, o filho mais bem-sucedido d´Os Simpsons e aquele que gera mais comparações, afinal o núcleo é em tudo semelhante ao do seu “pai”. Crido por Seth McFarlane (que nos daria depois Ted e Mil e Uma Maneiras de Morrer no Oeste), retrata uma família que vive as mais corrosivas aventuras, muitas delas lideradas por Stewie, um bebé maquiavélico, que fala com sotaque inglês e que só é entendido pelo cão Brian, esse sim, compreendido por todos. Numa mistura do mais fino humor negro com as piadas mais básicas, Family Guy cedo conquistou o público, tendo durado até este ano e tendo mesmo direito a spin-offs como The Cleveland Show (2009-2013) sobre uma personagem secundária. Em 2005, do mesmo criador, chegou American Dad, que voltava a mostrar as desventuras de uma família americana, mas desta vez o pai era um agente secreto.

A gloriosa estrada dos desenhos animados para adultos (não esses) conta ainda com BoJack Horseman (2014-?) no qual Will Arnett dá vida a um cavalo rico e entediado com a vida, que vive da fama do passado. Da galeria de notáveis constam ainda Archer (2009-?) ou F Is For Family (2015-?).

Tudo isto para chegar aquele que para mim é um filho sobredotado de The Simpsons. Rick and Morty, que começou em 2013, conta as aventuras de avô e neto. O avô, Rick, é um cientista louco que se muda para a casa da filha após ficar sozinho no mundo. O neto, Morty, pouco inteligente e corajoso, torna-se no seu ajudante (pau para a toda a obra). O estranho duo passa a vida em dimensões alternativas, às quais acedem através de um portal que Rick vai abrindo, com facilidade e sem ligar muito às consequências.

Rick é um velho sem noção ou preocupação com limites e sem grande respeito por ninguém. Já Morty é o típico miúdo mal tratado na escola e que precisa de um escape. Encontra-o com o avô. Quem não tem nada a ver com o assunto e é puxado na mesma com a ação são Summer, irmã mais velha de Morty, cujo apaixonado é congelado e partido por Rick logo no episódio; Jerry, o pouco brilhante genro de Rick e Beth, a doce filha de Rick.

O humor completamente único de Rick & Morty está cheio de pormenores e subtexto e oferece personagens e episódios que se tornam imediatamente clássicos, como Meeseeks and Destroy (I´m Mr. Meeseeks, look at me!!!!) ou Mr. Poopybutthole, baleado por engano por Beth e que pede que a enfermeira diga à família que tem pena que "They never had any bad memories of him."

Outras quotes que conquistaram os fãs são a de Morty, “Nobody exists on purpose. Nobody belongs anywhere. We're all going to die. Come watch TV” ou as de Rick, “You're young, you have your whole life ahead of you, and your anal cavity is still taut yet malleable” ou "Wow, I really Cronenberged up the whole place, huh Morty? Just a bunch a Cronenbergs walkin' around."

Autoria e outros dados (tags, etc)

10.10.17






Barbearias & Cabeleireiros

GENERALISTAS

FEMININOS

MASCULINOS





aRmário

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D