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Dunkirk

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A II Guerra Mundial continua a guardar em si episódios que o público em geral desconhece e que o cinema traz ao de cima. Entre 25 de maio e 4 de junho de 1940, desenrolou-se a Batalha de Dunquerque, na sequencia da qual cerca de 400 mil soldados aliadas ficaram presos na praia, enquanto que os alemães se aproximavam. A história de como esses homens foram evacuados é agora contada pela camara certeira de Christopher Nolan, o homem por detrás de A Origem, Interstellar ou O Cavaleiro das Trevas. Em Dunkirk, estamos no centro da ação quando o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) foge aos alemães e acaba na praia onde tem milhares de compatriotas à espera da evacuação. É a partir daí que a ação se desenrola. No ar, Farrier (Tom Hardy) e companhia fazem o melhor para abater os aviões alemães que carregam sobre os homens na praia e sobre os barcos que os tentam levar para casa; no mar, uma série de barcos civis foram chamados a ajudar na evacuação e o dono de um desses barcos, Mr. Dawson (Mark Rylance) vai ele mesmo ao leme para trazer os soldados de volta e em terra, Tommy e todos os outros tentam manter-se vivos até chegar a ajuda. Um dos filmes do ano, que conta ainda com pesos-pesados como Kenneth Branagh, Cillian Murphy ou o jovem pop-star Harry Stiles.

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24.07.17

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A saga Planeta dos Macacos

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Um planeta onde os macacos são a raça dominante e os humanos são personagens secundárias, não é algo novo. A ideia é francesa e vem dos anos 1960. Pierre Boulle publicou em 1963, La Planète des Singes. Cinco anos depois, a história chegou ao cinema, já em inglês. A ideia explora o medo humano de não tratarmos bem os animais e a perspectiva deles um dia evoluirem e vingarem-se (ideia explorada mais graficamente em Zoo, nova série do Netflix). Explora ainda as parecenças entre os símios e os humanos e como as diferenças podem ser rapidamente suplantadas.

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O Homem que Veio do Futuro, com Charlton Heston (também conhecido por Ben-Hur ou Os Dez Mandamentos) como protagonista, contava a história de um astronauta, cuja nave cai num planeta desconhecido, muito semelhante à Terra mas com os macacos a dominarem. Heston é um ser humano inteligente, o que causa surpresa e animosidade nos macacos. É uma das obras-primas do cinema e a cena final ficou para a história da Sétima Arte. A história continuou a ser explorada nos anos 70 com O Segredo do Planeta dos Macacos (1970); Fuga do Planeta dos Macacos (1971); A Conquista do Planeta dos Macacos (1972) e Batalha pelo Planeta dos Macacos (1973).

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Em 2001, Tim Burton fez renascer a saga, com Planeta dos Macacos, um remake do filme de 1968, que não colheu os favores da crítica, mesmo com um elenco de luxo, que incluía Mark Wahlberg, Tim Roth, Helena Bonham Carter, Michael Clarke Duncan, Paul Giamatti e Estella Warren.

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Em 2011, nasce uma trilogia que funciona como sequela da história original. Em Planeta dos Macacos: A Origem, James Franco é o cientista Will Rodman, que na busca para o Alzheimer, acaba por inventar um vírus que torna os símios mais inteligentes. À medida que os macacos ficam mais inteligentes e percebem como são mal tratados pelos seres humanos, nasce uma revolta que acabará, eventualmente, com o total domínio do planeta.

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Planeta dos Macacos: A Revolta chegou em 2014 e trouxe confrontos armados entre humanos e símios. Depois de percebermos que o vírus que tornou os macacos inteligentes, dizimou grande parte da raça humana, vemos que o macaco do primeiro filme, César (Andy Serkis), se tornou no líder da comunidade símia. No entanto, há divisões internas. Koba, braço direito de César apela à morte dos sobreviventes humanos, enquanto que o seu líder defende uma coabitação tão pacifica quanto possível. Do outro lado, Malcolm (Jason Clarke) também defende a paz mas tal como César enfrenta desafios. Obviamente, César e Malcolm falham e a guerra aproxima-se.

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Guerra essa que estala em Planeta dos Macacos: A Guerra, já deste ano. Vamos encontrar os macacos fortemente organizados e liderados por César mas sem intenções de guerrear, ainda que estejam preparados para isso. Quando se prepara para guiar a sua “tribo” para um sítio longínquo onde possa viver em paz, o quartel general de César é invadido e o seu filho mais velho e mulher são assassinados. Em busca de vingança, César vai atrás do sinistro Coronel (Woody Harrelson). É o concluir perfeito de uma trilogia que deu nova vida à saga, com Andy Serkis (Gollum, entre muitas outras interpretações) perfeito no papel de César e Woody Harrelson como o vilão ideal que faz com que fiquemos sempre do lado dos símios.

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17.07.17

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Okja

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Em 2007, a Mirando, uma multinacional que vende produtos alimentares à base de porco, alega ter descoberto, o super-porco. Um porco muito maior do que os habituais, que pode ajudar a combater a fome no mundo. O projeto-piloto arranca com 26 clones do super-porco original para um concurso. Os 26 animais são distribuídos por todo o mundo, para, nos dez anos seguintes, serem criados segundo os costumes de cada país.

Um (uma, na verdade) dos animais vai parar algures na Coreia do Sul, onde é criada por Mija e pelo avô. Em 2017, a Mirando vai reclamar Okja e Mija não descansa até encontrar a sua amiga. Essa jornada leva-a a Seul e aos EUA, sempre atrás de Okja, tentando-a proteger do psicopata Johnny (Jake Gyllenhaal) e das irmãs Lucy e Nancy Mirando (Tilda Swinton). Ao seu lado tem uma parada de estrelas. Os ativistas animais que tentam salvar Okja são Jay (Paul Dano), K (Steven Yeun) ou Red (Lily Colins).

Okja é de visualização obrigatória. Por Okja, um animal único que ficará na história do cinema como Falkor the Luckdragon de The Neverending Story; por Mija, defensora da amiga como Elliott em E.T. e pela crítica à forma como são criados e mortos os animais hoje em dia.

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03.07.17

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Capitão Fantástico

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Ben (Viggo Mortensen) é um pai dedicado que educa os seus filhos o melhor que sabe, na ausência da mãe, hospitalizada com uma depressão severa. Mas Ben não é um pai normal. A família - Ben, a mulher agora ausente e os seis filhos - vive toda numa floresta, desloca-se num antigo autocarro de passageiros (Steve de seu nome) e a educação que Ben dá aos filhos é única. Todos os dias os três rapazes (Bodevan, Rellian e Nai) e as três raparigas (Kielyr, Vespyr e Zaja) têm duras aulas físicas (que incluem escalada de montanhas em plena chuva), caçam e cultivam tudo o que come e leem os grandes clássicos da literatura mundial. Depois de mais de dois meses de ausência, chega a notícia de que Leslie, a mãe, se suicidou. E a família parte rumo à cidade para a última despedida da mãe e rumo a um mundo convencional onde o avô Jack (Frank Langella) quer que os netos comecem a ser “normais”. Um grande filme sobre a procura de equilíbrios.

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26.06.17

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Escritos Secretos

Com a bela Rooney Mara, este filme irlandês é um primor, com uma notável fotografia, excelentes interpretações,  uma trama densa, que nos prende, que nos obriga a tomar partido, que nos coloca face a face com o poder do ciúme, com a força das instituições, com os trejeitos sociais irlandeses. Um filme para quem gosta de cinema, e para quem quer mais do que entretenimento. Uma dramática história de vida, a força de uma mulher apaixonada, apaixonante, que não se vergando aos padrões sociais, aos moralismos do interior irlandês, acaba internada num hospital psiquiátrico, torturada e violada mentalmente na sua sanidade intocável. 

 

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20.06.17

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A Múmia

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Inspirado num clássico dos anos 30, A Múmia nada tem a ver com o famoso franchise que viveu entre 1999 e 2008. Com Tom Cruise no papel central conta a história da descoberta de um túmulo antigo onde está aprisionada a temível princesa Ahmanet (Sofia Boutella). Como seria de esperar, a cativa escapa-se, milhares de anos depois e escolhe Nick (Cruise) como seu noivo num reino de trevas. Cabe a Nick e à arqueóloga Jenny (Annabelle Wallis) tudo fazerem para impedirem Ahmanet de conseguir os seus intentos. Eis uma bela surpresa em forma de filme de aventuras à antiga com bastante humor, ação e interessantes passagens pelo Egipto Antigo. Bons efeitos especiais e o aparecimento do ilustre Russell Crowe como Dr. Henry Jekyll, esse mesmo. A saga vai continuar por outros monstros, como Frankenstein, com Jenny como elo de ligação.

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20.06.17

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Churchill

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Churchill tem tido várias representações nos ecrãs. John Lithgow esteve perfeito em The Crown, tal como Timothy Spall em O Discurso do Rei, isto contando apenas com exemplos recentes. Chega agora às salas uma nova abordagem aquele que se considera ser o maior britânico de sempre, por ter conduzido com honra e bravura o seu país durante a Segunda Guerra Mundial. Em Churchill, é Brian Cox  que veste a pele do Primeiro Ministro. Estamos em 1944, nas vésperas do Dia D e Churchill, envelhecido, procura manter-se relevante num quadro onde Ike Eisenhower (John Slattery) está aos comandos da operação militar. É nessa angustia, que não ser o que foi mas ainda ter opinião a dar que vive Winston, apoiado de perto pela mulher Clementine (Miranda Richardson) e pelo Coronel Smuts (Richard Durden). Acompanhamos vários dias de um Churchill velho, com medo de repetir erros do passado mas a fibra necessária para encontrar o seu lugar. Mais uma vez, de relevo, como mostra a esplêndida cena final. 

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16.06.17

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Rei Artur e a lenda da espada

A literatura e o cinema de fantasia, na sua versão medievalizada, deve muito ao Ciclo arturiano. Harry Potter ou Frodo Baggins são derivações do Rei Artur. Há, portanto, uma dose de responsabilidade acrescida em tudo o que envolve o mítico governante, o Rei David dos bretões, o paradigma do messias celta. Curiosamente, no plano cinematográfico, é a herança Lord of the Rings que marca o compasso das produções do género.

No caso concreto, temos uma película com bastante liberdade criativa, ausente de Merlin, agora empurrado para a geração anterior, com uma aparição competente de Beckham, com um bom desempenho de Jude Law, e muitos outros rostos familiares. O Rei Artur adquire a roupagem de agora, musculoso e atraente, em luta contra o seu destino. Felizmente não há o cliché sexual, num filme com bons planos, com diálogos rápidos e apelativos, numa versão arturiana perto da cultura pop, mas ainda assim a justificar a ida à grande tela.

 

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15.05.17

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La La Land

Numa época de revivalismos e nostalgias, La La Land é um hino à Broadway, aos musicais como período dourado do cinema, recordando tanto Grease quanto West Side Story. Um musical sobre o preço da fama, sobre sonhos e descaminhos do amor, que me levam a pensar que o subtítulo português deveria ser "melodia do adeus" ao invés de "melodia do amor". Interpretações muito boas, com um maravilhoso toque de jazz, e um guarda-roupa primoroso, numa bela homenagem ao musical como género cinematográfico. 

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19.02.17

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Silêncio (2017)

 

Silêncio, novo filme de Martin Scorcese, é longo (quase três horas) e desafiante. Ameaça muitas vezes tornar-se chato mas a meu ver, tal nunca acontece. No Séc. XVII, os cristãos são perseguidos e massacrados no Japão budista. Os japoneses convertidos são obrigados a renunciar à sua fé ou assassinados. É neste contexto que o padre português Ferreira (Liam Nesson) desaparece sem deixar rasto. Chegam a Portugal relatos da sua conversão ao budismo e da sua renúncia à fé. Num clima de grande perigo, dois dos seus protegidos resolvem partir para Oriente para saber o que realmente aconteceu a Ferreira. É assim que Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver) partem para a aventura da sua vida. Escondidos no Japão pós passagem por Macau, com a ajuda de um japonês bêbado e errante – Kichijiro (Yosuke Kubozuka), conhecem a pobreza extrema, o medo de serem apanhados mas uma fé inabalável de uma minoria japonesa tocada pelos ensinamentos dos jesuítas ibéricos. Num período de grande sofrimento, os dois padres acabam por ser presos, com destaque para Rorigues que se vê sob a influência de Inoue (Issei Ogata), o cérebro por trás da perseguição. Um filme de grande beleza fotográfica onde o sofrimento extremo está sempre presente, tendo a fé como escape e tábua de salvação.

Nota: Impressionante o sadismo relatado nos métodos de torturar os cristãos. Um sadismo reproduzido depois em filmes da II Guerra Mundial, nos quias se volta a ver esta maldade aplicada aos prisioneiros norte-americanos, vide Invencível, de 2014.

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23.01.17





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