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Borg vs McEnroe

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Em 1980, o foco do mítico torneio de Wimbledon recai sobre dois tenistas – Bjorn Borg e John McEnroe – que ficaram conhecidos como dois dos melhores de sempre da história do desporto. Borg, 24 anos, quatro vezes consecutivas vencedor da prova inglesa na relva, tido como favorito, começava a ser ensobrado por um jovem norte-americano, John McEnroe, de 21 anos, com uma aparente e inabalável confiança. Borg vs McEnroe (2017) conta a história desses dias em Wimbledon. E se a final do torneio desse ano é central na narrativa, assistimos também ao percurso dos dois atletas até chegarem aquele momento decisivo, que marca o início da queda de Borg e da ascensão de McEnroe.  Fazemos uma incursão à infância rebelde de Borg na Suécia, revoltado com o mundo até encontrar 

Lennart Bergelin (Stellan Skarsgard), seu mentor que, aos 15 anos, o lançou na Taça Davis e o viu vencer o então 20.º classificado do ranking ATP. Vemos também a infância de McEnroe, de pressão familiar para ser o melhor em tudo e a forma como cresce com problemas de relação com os outros, sempre irritado e frustrado. Borg (Sverrir Gudnasson) é aparentemente frio, cheio de superstições e disposto a todos os sacrifícios para vencer. John McEnroe (Shia LeBouef) tem uma personalidade totalmente diversa, que faz com que a opinião pública não fique do seu lado. Pelo menos até ao jogo fabuloso da final de Wimbledon. Um muito interessante retrato de uma rivalidade amistosa que conquistou o seu tempo, fazendo lembrar Rush, sobre a rivalidade entre Niki Lauda (Daniel Bruhl) e James Hunt (Chris Hemsworth).

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13.11.17

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Thor: Ragnarok

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Os filmes da Marvel levam-se cada vez menos a sério e estão cada vez melhores. Ao contrário dos filmes DC, que se apresentam envoltos numa névoa de pesada seriedade que acaba por não resultar (se bem que Wonder Woman mostre um salto qualificativo considerável), os filmes Marvel quase que são boas comédias, com alguma (boa) ação pelo meio. “Thor: Ragnarok” ilustra bem o paradigma. Num das cenas iniciais, temos um teatro em Asgard, “terra” natal de Thor, na qual o elenco conta com Matt Damon, Sam Neill e Luke Hemsworth, irmão do protagonista. Temos também Stan Lee a aparecer uns segundos a mais do que é habitual, como barbeiro de Thor e ainda uma aparição de Benedict Cumberbatch e do seu Dr. Strange.

Vamos à história. Odin (Anthoby Hopkins), pai de Thor e Loki, exila-se na Noruega (terra de Vikings), para morrer. A sua morte era a única coisa que mantinha a irmã mas velha de Thor aprisionada. Hela (Cate Blanchet), Deusa da Morte, a primogénita de Odin foi sua aliada durante séculos, ajudando a construir as riquezas de Asgard, lutando com o pai. Quando as suas ambições se tornaram desmedidas, Odin aprisionou-a. Regressada, Hela toma as rédeas de Asgard e prepara-se para continuar as suas conquistas.

Enquanto isso, Thor vê-se prisioneiro num estranho planeta. Capturado por uma antiga Valquíria (Tessa Thompson), uma espécie de amazona de Asgard, é vendido como escravo e usado como gladiador. O seu novo dono é Grandmaster (um excelente Jeff Goldblum) que dá ao seu povo, “pão e circo”. Thor deve lutar contra o campeão de Grandmaster, invencível. Mas o tal campeão acaba por se revelar Hulk (Mark Ruffalo). O estranho duo de amigos, juntamente com Loki (Tom Hiddleston) e Valquíria rumam a Asgard, para, com a ajuda do leal Heimdall (Idris Elba) retirarem Hele do trono.

Uma viagem bem-disposta e tecnicamente irrepreensível ao mundo Marvel, que conta ainda com interessantes prestações de Karl Urban, Taika Waititi (que realiza), Clancy Brown ou Ray Stevenson.

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06.11.17

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Foge

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Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem apaixonado que, após cinco meses de namoro aceita visitar os pais da namorada, Rose (Allison Williams, de Girls). De viagem até à casa de campo dos Armitage, Chris começa a sentir-se estranhamente observado por todos, a começar por um polícia que os manda parar e quer a identificação de Chris, mesmo quando este não ia a conduzir. A estranha sensação parece dissipar-se quando conhece Dean (Bradley Whitford) e Missy (Catherine Keener), seus sogros mas volta quando conhece o cunhado, Jeremy (Caleb Landry Jones). A sensação de que algo está mal naquele quadro acentua-se quando percebe que os únicos negros para além dele na zona, são empregados, como Walter (Marcus Henderson) e Georgina (Betty Gabriel), que apresentam um comportamento no mínimo estranho. O fim-de-semana parece incluir uma grande festa à qual comparecem amigos dos Armitage, brancos e ricos, que não param de cobiçar Chris, como se se preparassem para o leiloar...

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26.10.17

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The Boy

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Uma norte-americana, a fugir de um namorado violento, muda-se para Inglaterra, aceitando ser a ama de um menino. Greta (Lauren Cohan, de Walking Dead), vê numa gigantesca casa de campo, a trabalhar para um casal com cerca de 70 anos, que diz ter um filho com menos de dez anos. Quando vai conhecer Brahms vê que este é um boneco de porcelana. Pensa que é uma piada mas fica estarrecida quando Mr. (Jim Norton) e Mrs. Heelshire (Diana Hardcastle) não dão sinal de se tratar de brincadeira, tratando o boneco como se do seu filho se tratasse. Contando apenas com o merceeiro Malcolm (Rupert Evans), Greta fica sozinha em casa com Brahms e cedo descobre que é obrigatório que o trate como um menino verdadeiro...

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25.10.17

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A Febre das Tulipas

 

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Inspirado no livro de 2000 que conquistou o mundo e com a própria autora - Deborah Maggach – a trabalhar na adaptação para o cinema, acaba de chegar às salas, A Febre das Tulipas, que nos leva para a agitada Amesterdão do início do Séc. XVII. À porta do Rio Amstel fica a abastada casa do mercador Cornelius Sandvoort, que, como muitos da sua época, se dedicava a comprar e vender aquilo que de melhor vinha das colónias. Após a doença ter levado a mulher e filhos, Cornelius (Chistoph Waltz) resolve voltar a casar e vai ao orfanato mais próximo buscar a belíssima Sophia (Alicia Vikander), a quem dá uma vida folgada em troco de um filho. Infeliz com a união, Sophia conta apenas com Maria (Holiday Grainger) como amiga e apoio. Mas até a jovem criada parece ser mais feliz do que Sophia, amada pelo peixeiro Willem (Jack O´Connell) e com planos para casar. Só quando o jovem pintor Jan Van Loos (Dane De Haan) chamado pela vaidade de Cornelius chega a casa do mercador é que a vida de Sophie muda. Ao pintar o retrato do casal, Sophia e Jan acabam por se apaixonar e começam a pensar em formas de fugirem ao zeloso marido. Ao mesmo tempo, Amesterdão vive uma verdadeira loucura, com uma procura incessante pelas mais valiosas túlipas, que chegam a valer milhares de florins e ter uma bolsa própria. Interessante filme de época, com reviravoltas mais ou menos surpreendentes, com boas interpretações de Vikander e Grainger e com uma pequena parada de estrelas a fazer papéis secundários, como Tom Hollander, Matthew Morrison, Kevin McKidd, Zach Galifianikis, Cara Delavigne, David Harewood ou Judi Dench.

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16.10.17

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Lego Ninjago

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Os filmes do Lego não são para toda a gente. São apenas para os fãs de Lego, que não são assim tão poucos, desde os que cresceram com a marca até aos que estão a crescer com ela. A marca nórdica de tijolos de plástico cresceu até se tornar num gigante do entretenimento, chegando aos livros, videojogos, séries e cinema. Após um interessante Lego Movie e um muito divertido Lego Batman, regressou com a história dos ninjas Ninjago. A trama é simples. A cidade de Ninjago é constantemente invadida pelo vilão Garmadon. Prontos a expulsa-lo estão sempre os ninjas (uma espécie de Power Rangers, com cores e veículos de ataque diferentes), Lloyd, Cole, Jay, Kai, Nya e Zane. Estas aventuras e desventuras fazem com que cada lado procure armas mais poderosas e derradeiras. Uma história bastante prevísvel com com diversas cenas bastante divertidas e que fazem rir a bom rir, como quando o filme é invadido por um gato. A  sério. Na versão original, ouvem-se as vozes de atores de primeira como Jackie Chan, Dave Franco, Fred Armisen, Michael Peña, Justin Theroux ou Olivia Munn. 

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12.10.17

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It

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No ano passado, Stranger Things (Netflix) foi um estrondoso sucesso mundial. O ambiente anos 80 de uma pequena cidade americana, fustigada por um estranho "monstro", combatido por um grupo de crianças "nerd", foi uma extraordinária experiêcnia de revivalismo, fazendo lembrar os melhores anos de Steven Spielberg. Este ano, chega aos cinemas, It. Nele, nos anos 80, uma pequena cidade americana é fustigada por um estranho "monstro". Para o combater, entram em ação um grupo de crianças "nerd". Uma delas, até é a mesma. Mike de Stranger Things e Riche de It são interpretadas por Finn Wolfhard. Não defendo que haja uma cópia, até porque It já tinha saído da pena de Stephen King há vinte anos. Mas defendo que It aparece entre temporadas de Stranger Things para lembrar os seus méritos. Passemos à frente. Em It, uma série de crianças começa a desaparecer, na pequena cidade de Derry. Ao mesmo tempo, um grupo de crianças, acabadas de entrar nas férias de verão começam a ter assustadoras visões com um palhaço maléfico, sempre acompanhdo por um balão vermelho. À medida que as crianças percebem que as visões são realidade e que os adultos não as conseguem ver, começam a planear uma forma que cortar o mal pela raiz. Interpretações superiores dos miúdos Bill (Jaeden Lieberher), Richie (Finn Wolfhard), Beverly (Sophia Lillis), Ben (Jeremy Ray Taylor), Mike (Chosen Jacobs) e Eddie (Jack Dylan Grazer). O palhaço, Pennwise (Bill Skarsgard) esse, é aterrador, como se percebe logo pela sua primeira aparição. 

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11.10.17

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Mãos de Pedra

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Mãos de Ferro, de 2016, conta a história de Roberto Duran (interpretado por Edgar Ramirez), o mítico pugilista panamiano, campeão do mundo em várias ocasiões e vencedor de 103 dos 119 combates onde participou. O filme foca-se na fase em que é treinado por Ray Arcel (Robert De Niro) rumo ao seu primeiro título mundial contra Sugar Ray Leonard (Usher). Nascido num meio muito pobre, sem pai e com vários irmãos, Duran começou a lutar desde muito cedo, ganhado dinheiro para sustentar a família. Foi descoberto por um treinador local e começou a ganhar fama. Mas só quando foi combater aos EUA, se tornou num sucesso mundial e claro, herói nacional do Panamá. Quando ainda estava a colher os louros da fama, foi “tramado” pelo seu empresário e teve que defender o título, quando não estava preparado e acabou por desistir. Voltaria em grande, numa nova categoria para roubar o cinturão a um opositor bastante mais jovem. Nasceu assim a lenda de mãos de ferro. O filme conta ainda com a belíssima Ana de Armas como Felicidad, mulher de Duran.

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27.09.17

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Cantar!

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O cinema de animação sempre me fascinou. Talvez por algum complexo Peter Pan, talvez por possibilitar fazer cenas que a realidade ou os efeitos especiais não consigam. Lembro-me de ver os clássicos da Disney, bastante femininos e descobrir, já jovem adulto as maravilhas de uma nova escola, encabeçada pela Pixar e por Shrek, no qual cada filme tinha camadas e agradava de formas diferentes a diversos públicos. Nunca deixei de ver animação e ontem debrucei-me sobre o fantástico Cantar. Nele, como em Zootropolis, temos uma fábula ao melhor estilo de La Fontaine, onde os animais falam e fazem tudo como os humanos. Um teatro decante, liderado pelo koala Buster Moon (voz de Matthew McConaughey), procura um espetáculo que o salve. Moon resolve lançar um concurso ao melhor estilo do Ídolos mas por erro da sua senil secretária, a camaleão Miss Crawley (Garth Jennings) o prémio passa de 1000 a 100.000 dólares, o que faz com que centenas de candidatos se apresentem a concurso. Moon escolhe a porca Rosita (Reese Whiterspoon), o rato Mike (Seth MacFarlane), a porco-espinho Ash (Scarlett Johansson), o gorila Johnny (Taron Egerton) e a elefante Meena (Tory Kelly). Enquanto cada um dos cantores tenta equilibrar a vida pessoal (ser mãe, ter dívidas e ser perseguido por agiotas ursos russos ou vencer a sua timidez) os ensaios continuam, sendo que a Moon, tudo parece acontecer e tudo parece desmoronar à sua volta. Um filme hilariante, um dos melhores do seu género dos últimos anos.

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05.09.17

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Sonhos perdidos

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Wayne Caraway (Bill Paxton) e a filha Casey (Sophie Nelisse, d´A Rapariga Que Roubava Livros) mudam-se para uma pequena cidade no interior dos EUA. Wayne ocupará um lugar como polícia e a filha ficará entre a escola e a lida de casa. Cedo percebemos que Wayne é um homem sombrio e, quando bebe, com tendência para ser violento, sendo o alvo imediato, a filha. A adolescente vê no vizinho Jonas (Josh Wiggins) um refúgio e começa a namorar com ele, contra a vontade do pai. Proibido de ver a namorada, Jonas acaba por tentar faze-lo às escondidas. Numa das suas visitas à casa de Wayne, acaba por se esconder na sua carrinha e vê-se como testemunha do assassinato de um gangue às mãos de Wayne. Sem pensar muito, resolve pegar no dinheiro roubado pelo polícia ao gangue e começa uma fuga com Casey, rumo à liberdade. Casey aceita fugir do pai violento e Jonas, foge da sua vida simples de campónio. Seguem-se momentos de tensão, enquanto Wayne e o seu cúmplice, o também polícia (Colm Feore) tentam encontrar o jovem casal e recuperar o saque. Interpretação assombrosa de Paxton.

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31.08.17





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