Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Etiquetas:

O Diário de Anne Frank

annefrank.jpg

A história de Anne Frank dispensa apresentações mas nunca é demais lembra-la. O seu diário, o mais famoso testemunho do sofrimento judeu fora dos Campos de Extermínio, ganha agora uma versão graphic novel, apoiada pela própria Fundação Anne Frank, depois de algumas versões em vinhetas, não "oficiais". O objectivo terá sido chegar a camadas mais jovens e aos amantes da banda desenhada. E resulta na perfeição. Fabulosa a recriação dos escritos da jovem, num relato comovente mas com bastantes toques de humor e observação madura. Obrigatório. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

13.10.17

Etiquetas:

The Handmaid´s Tale

HMT_105_GK_1121_0113rt_f.jpg

Já tinha namorado o livro e já tinha ouvido falar (bem) da série mas o domínio de The Handmaid´s Tale na noite dos Emmys, despertou-me ainda mais a atenção. Comecemos pelo início. A História de uma Serva, de 1985, escrito por Margaret Atwood, descreve um mundo alternativo onde extremistas religiosos derrubaram o governo dos EUA e os transformaram em Gileade, um estado fundamentalista, no qual todas as mulheres férteis - Servas - são obrigadas a gerar filhos para a elite. Segundo a classe dominante, Deus castigou a Humanidade com infertilidade e o sexo é agora, uma cerimónia na qual a Serva é penetrada pelo seu senhor, enquanto é agarrada pela mulher deste. As Servas, formadas numa escola fundamentalista por uma sombria figura - Tia Lydia - têm direitos restritos e obrigações vastas.

No centro da história está uma Serva, Offred, que deve ter um filho do seu amo e manter uma vida recta, baseada nos ensinamentos bíblicos. Mas, as memórias da sua vida anterior continuam a ocupar-lhe a cabeça. Memórias da vida com o marido e a filha e tempos que parecem condenados a não mais voltar.  A adaptação para televisão conta com Elisabeth Moss (a valente e brilhante Peggy de Mad Men) como Defred e com Joseph Fiennes como seu amo. Outros como Yvonne Strahovski (Chuck) como a triste e vingativa mulher de Fiennes; Max Minghella (Ágora, Nos Idos de Março, A Rede Social ou Os Estagiários) como motorista ou as servas Alexis Bledel (Gilmore Girls) e Samira Wiley (Orange is the new Black) também estrelam a série.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

20.09.17

Etiquetas:

Uma Coluna de Fogo

assinaturapresenca2.jpg

Aos 68 anos, o galês Ken Follett não dá sinal de querer abrandar. Conhecido e lido em todo o mundo, muito graças ao romance histórico “Os Pilares da Terra” e a inúmeros policiais como “A Chave para Rebecca” ou “O Homem de São Petesburgo”, lançou entre 2010 e 2014, a trilogia “O Século” (“A Queda dos Gigantes”, “O Inverno do Mundo” e “No Limiar da Eternidade”) que começa com o eclodir da I Guerra Mundial e termina com a queda do muro de Berlim, naquele que parecia ser o seu encerrar de carreira em grande. Nada mais errado. Acaba de chegar aos escaparates de todo o mundo mais um volume gigantes (cerca de 900 páginas, como os três livros anteriores) – “Uma Coluna de Fogo”. No novo livro, regressamos a Kingsbridge, cuja construção da catedral acompanhamos ao longo d´”Os Pilares da Terra”. Voltaríamos à mesma cidade em “Um Mundo Sem Fim”. Resumo da obra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

19.09.17

Etiquetas:

Cifra

cifra-featured-620x435.jpg

Mai Jia nasceu em 1964, numa pequena aldeia chinesa nas montanhas. Viveu uma infância difícil e assim que teve idade suficiente alistou-se no exército chines. Passou para os serviços secretos onde esteve cerca de 20 anos. Sempre soube que tinha que escrever, tanto que escreveu um diário em 36 volumes (não publicado, até à data). Cifra começa a ritmo alucinante. Conhecemos a história de todos os Rong e quando nos começamos a afeiçoar a eles e a ganhar admiração pelo seu percurso, Jia “mata-os”. Ficamos com Rong Jizhen, bastardo conhecido como “patinho” até ser completamente integrado na família. Família essa que é responsável pela criação de uma conceituada universidade onde a matemática tem papel central. Rong Jizhen que se torna protegido do professor norte-americano Jan Liseiwickz, que o coloca no caminho para ser o melhor matemático da sua geração. Jizhen acaba por usar a sua inteligência única durante a Segunda Guerra Mundial para ajudar a descodificar as mais complexas mensagens codificadas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

08.09.17

Etiquetas:

A Luz da Noite

Capa_A_Luz_da_Noite.jpg

Da mente do jovem Graham Moore, argumentista d´O Jogo da Imitação, nasceu este fantástico A Luz da Noite (muito bom, o título original: The Last Days of Night) sobre a disputa, real, entre Thomas Edison e entre George Westinghouse, magnatas americanos da eletricidade e, a bem dizer, da inovação. Uma disputa que teve como personagem, nada secundária, Nikola Tesla, o brilhante engenheiro de origem sérvia. No centro da trama está o jovem advogado Paul Cravath que, pela sua personalidade direta acaba por ganhar, sem saber muito bem como, os favores do milionário Westinghouse e é contratado para o representar no caso jurídico mais importante dos EUA do fim do século XIX. Edison pretende processar o rival pelo fabrico de lâmpadas elétricas, uma vez que ele tem a patente. Sendo Edison uma figura de proa e alguém mais rico do que se poderia imaginar, nenhum advogado pensou alguma vez ter hipóteses de entrar na luta. Mas Cravath não se atemoriza e colocando Tesla do lado da sua causa, acaba por dar início a um interessante episódio histórico, que ficou conhecido como a Guerra das Correntes.

Graham reproduz com todos os pormenores a vida dos EUA de 1888, levando-nos para o centro da trama. No livro, temos o prazer de conhecer, de facto, Edison, Tesla e Westinghouse. Obrigatório para os interessados por história e romances históricos. Vem aí a versão cinematográfica, com Eddie Redmayne como Paul. Resta saber quem dará vida a Tesla, após David Bowie o ter interpretado em 2006, em O Terceiro Passo.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

22.08.17

Etiquetas:

O Projecto Rosie

1-tvGt4SElP22oJeTF-UKbLg.jpeg

Ao melhor estilo de Sheldon Cooper (Big Bang Theory), Don, um geneticista australiano, tem uma agenda a cumprir. O seu tempo é precioso e gasto naquilo que lhe dá prazer. Olha para as mulheres e gosta de um bom copo de vinho (ao contrário de Sheldon) mas pela sua enorme inteligência tem tendência para ser visto como arrogante. Tem dois amigos. Gene, um professor de psicologia que tem um casamento aberto e a vontade de dormir com uma mulher de cada uma das nacionalidades existentes no mundo, tarefa que está a ir de vento em popa e Claudia, a mulher de Gene. Equaciona incluir a filha do casal na sua lista de amizade. Solitário, decide ser tempor de ter uma mulher e inicia o Projecto Esposa. Através de questionários escritos, tenta encontrar a mulher perfeita para si. Quando está prestes a desistir, Gene manda-lhe Rosie. Não parece em nada responder ao critérios de Don mas toma a sua vida de assalto. Don não a vê como companheira mas quando ela precisa de ajuda para encontrar o pai verdadeiro, começa o Projecto Rosie...Um livro de grande profundidade, disfarçado de comédia romântica leve, com passagens hilariantes como a viagem do duo a Nova Iorque e principlamente a sequência em que Don aprende, da noite para o dia, a fazer uma míriade de cocktails para estar à altura do papel de barman. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

17.08.17

Etiquetas:

Escrito na Água

escrito na água.jpg

Depois do estrondoso e merecido sucesso de A Rapariga no Comboio, Paula Hawkins está de regresso com este Escrito na Água. O melhor e o pior que dele se pode dizer é que segue a fórmula do primeiro livro, com várias vozes a contar a mesma história e algumas reviravoltas no final. Nel Abbot vive com a filha Lena numa pequena vila inglesa, marcada pela presença da água e pelas mulheres que lá morreram, por cometerem suicídio ou por serem mortas. A última foi a adolescente Katie, melhor amiga de Lena, que se suicidou o que levou a que Louise, a mãe, odiasse Nel. É que Nel estava a escrever um livro sobre as mortes no rio antes dela própria lá cair e morrer. O episódio causa dor e revolta em Lena sobretudo quando Jules, a sua tia, regressa à vila. Durante anos, Jules e Nel não se falaram e Lena não recebe bem a tia, agora a única adulta por si responsável. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

16.08.17

Etiquetas:

Os Últimos Dias dos Nossos Pais

 Com este Os Últimos Dias dos Nossos Pais termino a leitura da obra atual de Joël Dicker, esperando ansiosamente por mais produção literária deste talentoso escritor suíço. Dicker é um excelente contador de histórias, capaz de imprimir profundidade às personagens com mestria, avançando rapidamente, espera-se, para um lugar de destaque no panorama literário mundial. É expetável que Dicker melhore a sua escrita, o que nos permite supor uma carreira de grande envergadura, pela capacidade de ser moderno sem cair na liquidez da nossa sociedade, no fútil, no efémero, no fugaz e superficial. Os Últimos Dias dos Nossos Pais fica um tanto aquém de Harry Quebert e do Livro dos Baltimore, mas isso não faz deste romance uma obra menor. Uma viagem interessante pela psicologia dos combatentes da Segunda Guerra Mundial, pelos dramas e dilemas de um grupo de jovens franceses e ingleses ao serviço do SOE, os serviços secretos britânicos em missão numa França ocupada pelos nazis. O debate entre o amor, a honra, a família. Os Últimos Dias dos Nossos Pais são dias de dores. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

26.07.17

Etiquetas:

Revivalismo literário

ELE-ESTA-BACK.jpg

Numa altura em que os líderes políticos parecem não ser tão carismáticos como os de outrora, a literatura vira-se para o revivalismo, respondendo, sob uma capa de humor, às pretensões daqueles que gostariam que líderes antigos governassem hoje. Por cá, temos o famoso “no tempo de Salazar...” figura que aliás, foi eleita como “O Grande Português”.  Primeiro foi o alemão Timur Vermes a ressuscitar Hitler. Em Ele Está de Volta, de 2012 (daria em filme em 2015), Vermes imagina que o ditador acorda num terreno baldio em Berlim, em pleno 2011, e decide voltar ao poder. Quase sem querer, apenas sendo ele próprio, torna-se numa vedeta do Youtube e acaba por voltar à política. Claro que ninguém acredita que ele é ele mas sim que é um ator ou comediante. Ainda assim, leva a sua avante. Aqui, a comédia disfarça o medo atual do regresso ao poder de movimentos nacionalistas e faz a caricatura de como um novo Hitler poderia tornar-se numa vedeta e ser aceite.

9789720048394.jpg

Este ano, Romain Puertolas edita Re-viva o Imperador, trazendo Napoleão à vida. Aqui, Napoleão e o seu cavalo teriam sido conservados num grande bloco de gelo durante 200 anos. Em 2017, um pescador norueguês dá de caras com o bloco e depois de descongelar o pequeno grande governante, leva-o de avião até França, onde uma obscura organização revivalista espera o Imperador. Mas Napoleão tem planos próprios e, viciado em Coca-Cola (que apelida de champanhe preto) e vestido com uma t-shirt de Shakira, calças slim fit e ténis Converse, arquiteta um estranho plano para salvar a França do terrorismo. Aqui o inusitado é mais claro; as pessoas que com ele convivem acreditam no seu regresso e esse regresso não se torna nunca público, fazendo de Bonaparte, uma espécie de James Bond. Puertolas não mantém o fulgor nem a originalidade de A Incrível Viagem do Faquir que Ficou Fechado num Armário Ikea mas como Vermes faz o alerta para os perigos do radicalismo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

18.07.17

Etiquetas:

O Prodígio

o-marcante-regresso-de-emma-donoghue-com-o-prodigi

A irlandesa Emma Donoghue é publicada desde 1994 com sucesso mas foi em 2010, com O Quarto de Jack que saltou para as bocas do mundo. Com a passagem do livro a filme, em 2015, Emma ainda mais conhecida se tornou.

Regressa agora com a edição (versão portuguesa de maio deste ano) d´O Prodígio. Nele, leva-nos à sua Irlanda, se bem que noutro tempo (Séc. XIX), pelos olhos da enfermeira inglesa Lib. Lib, jovem enfermeira treinada pela mítica Florence Nightdale, é contratada por uma comissão de uma pequena cidade rural para vigiar Anna, uma jovem de 11 anos que diz viver sem alimento. Lib, pronta a desmascarar o caso, que já dera à jovem a fama de Santa, encontra uma criança bondosa e extremamente ligada à religião que, aparentemente não come mesmo, há cerca de 4 meses.

À sua volta, Lib tem uma freira com a mesma função, com a qual troca de turno e um simpático e atrevido jornalista irlandês. Contra si, parecem estar a mãe e a prima de Annie, convencidas da falta de fé de Lib e na santidade da menina.

Um regresso muito interessante, sobre os limites da fé e como naquela altura o povo irlandês, e não só, era crédulo. O fenómeno de Anna, ficcionado, foi replicado um pouco por todo o mundo sob o nome de “virgens jejuadoras”.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

19.06.17





Barbearias & Cabeleireiros

GENERALISTAS

FEMININOS

MASCULINOS





aRmário

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D