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Erro feminino, má fortuna

As mulheres, vá-se-lá saber porquê, acham os homens extremamente difíceis de entender. Regra-geral porque teorizam demais, complexificam ligações emocionais/psicológicas simples, como se A to B fosse preciso tomar milhares de rotundas e desvios. E assim, quando habitadas de dezenas de dúvidas recorrem aos homens? Não, vão buscar clarificação nas outras mulheres, afinal do que entendem os homens de homens?

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20.03.17

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Amor versus Paixão


Este é um dilema que à vasta população feminina não se coloca. Amor é amor, ponto. No entanto, para mim a questão coloca-se e merece ser colocada. Embora a paixão tenda a ser descrita - e bem - como uma descarga eléctrica, um choque físico-emocional perante um «outro» que se torna objecto de desejo, construindo assim todo um manual de emoções e fabulações poéticas, não deixa de constituir-se como uma reacção forte, inebriante e, desse ponto de vista, como uma experiência que confere sentido dinâmico à vida. Por outro lado, o amor - que poderá ser a continuação de uma experiência de paixão -   não raras vezes se vê conduzido a uma vivência de afectividades do tipo fraternal, perde-se o arrebatamento e ganha-se uma cumplicidade não raras vezes, também, assexual. E porque o amor é um lugar construído, vale a pena apaixonarmos-nos continuamente, a cada nova esquina, deixando-nos levar pelo frenesim de emoções virais.

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06.03.17

A Luta pelo Armário

A gestão doméstica é um verdadeiro mundo de negociações. Entre o lar e a ONU não parece haver salutares diferenças, pelo menos ao nível do método e das capacidades necessárias para a saudável condução dos assuntos. Há nas relações de poder um imperativo toque de seda, uma capacidade de colocar "paninhos quentes" em certos assuntos, até porque em todas as línguas se conhece o elementar argumento feminino: não é o que dizes mas a forma como o dizes. Quer isto então dizer que se for de mansinho uma ofensa não cai mal e se for a gritar uma declaração é ofensiva. É mais ou menos isto. Ou seria, não fosse o sistema operativo feminino tão dado a bugs.

Isto para falar do armário e da arrumação (ou falta dela) masculina. Na maioria dos lares o armário é um assunto que não interessa nada aos homens, até porque as camisas se espalham em cadeiras, as meias em esquinas e os sapatos na entrada. Mas por cá a realidade é outra. O armário, ou melhor, os armários, são lugares onde se joga o 'espaço vital' e se negoceiam as forças da relação. Eu explico. É que são vinte pares de sapatos para cada um - portanto, sim, eu tenho 20 pares -, dez calças, quinze casacos, e por aí a fora. A simplicidade masculina não é coisa que me assista, por isso preciso sempre de mais uma camisa retro, de mais uns sapatos de cor assim ou assado, de mais um casaco que vi na Zara e que tem uns acabamentos que são tão giros, e nisto tudo vou ouvindo "a gaja da relação sou eu".

Ora, isto seria o menor dos problemas da C. se a tal gosto pela roupa viesse associada uma predisposição para arrumar. Coisa que não vem. São as meias que se acumulam num canto porque a cor tem de condizer com a roupa e calçado e por isso variam diariamente, são as camisas guardadas com as mangas arregaçadas, os casacos no lugar as calças e por aí em diante. Para piorar a minha situação há sempre as magníficas gavetas, as quais a cada tentativa de arrumo vou ouvindo um "uiiii"; é que no final da arrumação parece que passou por ali um ciclone e a estrutura não tem sentido algum.

Mas em defesa dos homens vale a pena recordar que a nossa desarrumação tem sempre um sentido. Sabemos sempre onde as coisas estão até que as senhoras decidam lhes dar outro poiso. Aí é que tudo perde sentido porque ganham um significado dado pelo filtro feminino. E é ver os cabos do telemóvel, da máquina de barbear e do tablet todos juntos como se fosse um comício de transmissores de corrente.

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23.02.17

AS MULHERES AINDA GOSTAM DE FLORES?

 Durante décadas oferecer flores a uma mulher traduzia cavalheirismo, elegância e sensibilidade. Era uma gesto carregado de significado que mais se complexificava nas cores e família das mesmas. As rosas vermelhas, ex-libris do amor, tornaram-se símbolo de romantismo. No entanto, numa altura em que o capitalismo conquistou a nossa sociedade e os bens contam mais que os gestos, as mulheres ainda gostam de receber flores? 

Uma breve atenção às escolhas femininas, às conversas, e tanto mais, revela-nos que as flores deixaram de ter lugar de destaque no imaginário romântico-afetivo feminino. Num escritório de uma empresa no Estoril, Simão pergunta a Marta o que dar a Teresa no aniversário. A resposta flui nos termos: "oh, dá-lhe um Swatch que toda a gente gosta". As conversas entre mulheres, no mesmo espaço, deixam transparecer o óbvio - hoje as flores são um acessório, algo que vai perdendo o seu poder simbólico para dar lugar ao material, ao quantificável, seja um iPhone, um relógio Swatch, uma pulseira ou anel Swarovski. Assim, a mulher que gosta de receber flores está em vias de extinção.

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22.02.17





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