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Este diário não é para velhos

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O Diário Secreto de Hendrik Groen aos 83 Anos e 1/4 conta a história de um idoso holandês e das suas aventuras (limitadas) num lar. À partida, tal história não interessaria a muito gente, sobretudo devido à distância de idades e até geográficas. Várias razões explicam o sucesso mundial do pequeno livro. Primeiro, o mistério. Não se sabe quem é o autor do livro, sendo o mesmo apenas assinado por Hendrik Groen que não se sabe quem é. Será ou terá sido um idoso que de facto conta a sua história? A segunda razão é a capa. O desenho expressivo de um velhinho de ar sereno e simpático enfeitiça qualquer um. Em terceiro, este não é o primeiro sucesso literário envolvendo a terceira idade do norte da Europa. Com muitas diferenças, este diário (que até poderia ser o de Adrian Mole chegado aos 83 anos), vem na sequência de títulos como A Improvável Viagem de Harold Fry, O centenário que fugiu pela janela e desapareceu ou Um Homem Chamado Ove. A quarta razão do sucesso é a principal. O diário de Hendrik é um texto comovente, sobre as pequenas alegrias da vida e tem muita piada. Hendrik, na fase final da sua vida decide começar a escrever um diário com o nascer do novo ano. Quer contar as suas histórias e começa a descobrir que a escrita o faz sentir bem. Desprezando o gosto de muitos dos residentes do lar pelo queixume, Hendrik quer aproveitar a vida e junta-se a um grupo de pessoas da mesma idade para corajosamente passar a fazer visitas divertidas em Amsterdão, voltando a tomar contacto com o mundo, pessoas, diversão e o amor.

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16.04.18

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Soldado Milhões

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Estreia-se amanhã nas salas portuguesas, o filme “Soldado Milhões”, um biopic de Aníbal Milhais, herói português da I Guerra Mundial. A 9 de abril de 1918, já no fim do conflito, Milhais, jovem soldado de Valongo (ainda no seu tempo de vida passou a Valongo de Milhais) apenas acompanhado pela sua metralhadora Lewis (Luisinha para os portugueses) enfrentou sozinho, tropas alemãs em Las Lys, permitindo que os seus companheiros portugueses e ingleses retirassem em segurança. No caminho até reencontrar os companheiros ainda salvou a vida a um médico escocês que viria a relatar os seus feitos e ainda abriu fogo sobre tropas alemãs, mantendo-as em sentido. Reencontrado com o seu batalhão, o seu comandante diria que Milhais valia por Milhões e ficaria para sempre conhecido como Soldado Milhões, sobrenome que a sua família adotou. O filme de Gonçalo Galvão Teles e Jorge Paixão da Costa revisita La Lys, claro, com o jovem Aníbal (João Arrais) nas trincheiras, a lutar por sobreviver e por ajudar os seus companheiros e passa pelos anos 40, com Aníbal já adulto (Miguel Borges) e a lutar com os seus fantasmas, nunca se vendo como um herói mas apenas como um soldado como os outros. Para além da história heroica, salta à vista a evolução do cinema português. Visualmente, nada deve ao melhor cinema europeu. Ainda falta afinar o som e talvez tornar o argumento menos trapalhão mas ninguém dar por perdido o tempo gasto a olhar para um elenco de luxo.

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11.04.18

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O Mecanismo

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Numa altura em que se está a decidir a prisão ou não de Lula da Silva, o Netflix lançou a série O Mecanismo, no qual faz, de forma mais ou menos disfarçada (os nomes usados não são os verdadeiros mas isso não tem impedido reações dos visados) a radiografia do esquema de corrupção que ficou conhecido como Lava Jato. Criada por José Padilha, responsável por sucessos como Tropa de Elite ou Narcos, O Mecanismo centra-se na investigação da destemida polícia Verena Cardoni (Carol Abras), herdeira de Marco Ruffo (Selton Melo), como a última polícia incorruptível e decidida a montar uma rede de lavagem de dinheiro que envolve a justiça e a política. Cardoni dá de caras com um esquema de corrupção gigantesco que mudará a sua vida e a de muitas outras pessoas.

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05.04.18

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Hostis (2017)

 

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No Novo México de 1892, o Capitão Joseph Blocker (Christian Bale) é um homem sério, duro e sobretudo marcado por um passado pleno de matanças. Umas, dos seus amigos, que testemunhou de perto. Outras, de índios de todas as idades e sexos, nas quais foi parte ativa e entusiasta, segundo se diz. Quando o fim da sua carreira se aproxima é-lhe dada uma missão final: escoltar o chefe índio Yellow Hawk (Wes Studi), moribundo, acompanhado pela sua família, até ao local onde quer morrer, o Montana a 2 mil quilómetros do locla onde esteve preso anos a fio. Renitente, aceita tal como o dever lhe fizera aceitar todas as outras missões anteriores. Começa então uma jornada longa jornada ao longo da qual se vão juntando várias personagens. Do Novo México, partem com Blocker, os soldados Metz (Rory Cochrane), Woodsen (Jonathan Majors), Kidder (Jesse Plemons) e Dejardin (Timothée Chalamet a colecionar créditos depois de Lady Bird ou Call Me By Your Name). Juntam-se-lhe Rosalie (Rosamund Pike) a quem uma outra tribo que não a de Yellow Hawk assassinou a família e que vem trazer alguma doçura à vida de Blocker e fazer a ponte com a família índia que ajuda a escoltar. Também Willis (Bem Foster), antigo companheiro de armas, agora como condenado à morte pelo brutal assassínio de uma família índia, se junta à caravana e faz com que Blocker veja que os seus atos não foram assim tão diferentes dos do antigo amigo. E o filme, demasiado contemplativo, parado e longo para o cinema atual é mesmo isso. É ver como as personagens que se atravessam nesta Via Sacra de Blocker, lhe fazem ver os seus próprios pecados, feito em nome da honra e do exército.

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26.03.18

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Hawking morre aos 76 anos

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O físico teórico e cosmólogo inglês Stephen Hawking morreu aos 76 anos. O mundo fica mais pobre e mais estúpido. Infelizmente, a sua imagem de marca era a sua cadeira de rodas onde estava devido à doença rara degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica), que lhe foi diagnosticada aos 21 anos. Outra das suas imagens de marca – mais uma vez, infelizmente – era a voz sintética com a qual comunicava, desde 1985, quando foi submetido a uma traqueostomia.Hawking, adorado pela comunidade científica (bem, foi também criticado pela sua popularidade) e por geeks de todo o mundo participou num episódio de Star Trek: The Next Generation (1993); deu voz a uma faixa do disco The Division Bell (1994) dos Pink Floyd e ainda participou em The Simpsons, Futurama, Dexter's Laboratory, The Fairly OddParents, Family Guy ou nas tiras de Dilbert. Participou ainda em episódios de Big Bang Theory e leu um discurso na abertura dos Jogos Paralímpicos de Verão de 2012 em Londres. Em 2014, Eddie Redmayne deu vida ao cientista no grande ecrã em A Teoria de Tudo, o mais conhecido filme sobre a vida de Hawking que valeria o Óscar a Redmayne.

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Recordemos algumas das suas frases mais famosas.

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14.03.18

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Collateral

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Na tradição das grandes séries inglesas policiais – Broadchurch, Sherlock ou Midsomer Murders – chega Collateral, uma minissérie produzida pela Netflix que conta com Carey Mulligan, estrela de cinema, como figura central. Grávida, a detetive Kip Glaspie não quer deixar de investigar a morte a tiro de um entregador de pizzas. O crime parece ter sido um ato isolado mas ao longo de quatro dias em Londres, Glaspie está determinada a ligar os pontos, numa linha de investigação que a leva até espiões e traficantes de droga. A ver.

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13.03.18

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1986

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Estreia-se hoje na RTP a aguardada série de Nuno Markl. 1986 retrata o dia a dia daquele ano, num retrato da época e da juventude do autor. Ao bom estilo Netflix, a série completa fica já hoje disponível no RTP Play. Acompanhado o entusiasmo de Markl ao longo dos últimos meses, só podemos esperar o melhor. Uma espécie de “Conta-me como foi” revisto e melhorado. Sou grande fã da geekness certeira de Nuno Markl e espero muito da série. Que comecem os jogos, numa era de homage aos anos 80 (vem aí Ready Player One).

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13.03.18

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O regresso de Love e Jessica Jones

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Love – A história de amor do choninhas Gus (Paul Rust) e da bela e enérgica Mickey (Gillian Jacobs) continua nesta terceira temporada. Apesar de estar frustrado no trabalho enquanto professor no cenário de jovens e mimadas estelas de televisão, Gus está mais feliz do que nunca com Mickey, refeita das suas dependências e com sucesso na carreira profissional enquanto produtora de rádio. Mas já se sabe que não há amores-perfeitos fora da botânica e que duas personalidades neuróticas acabam por chocar.

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Jessica Jones - Um dos primeiros sucessos do Netflix em Portugal, a investigadora Jessica Jones, que vimos depois noutras produções Marvel/Netflix volta a ter uma série com nome próprio. Livre do vilão Kilgrave (David Tennant), Jessica (Krysten Ritter) continua igual a si mesma: politicamente incorreta, alcoólica e completamente perdida, ao mesmo tempo que ganha a vida a resolver pequenos casos como detetive privada. Sem Lucas Cage no quadro, Jessica conta com a sempre fiel amiga Trish (Rachael Taylor) e com o “aprendiz” Malcolm (Eka Darvile). O grande problema é a falta de um supervilão após o fantástico Kilgrave, mesmo que a busca de Jessica pelos monstros do seu passado, seja interessante.

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12.03.18

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Lady Bird

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Em Lady Bird, Greta Gerwig, realiza uma longa-metragem pela segunda vez. Mais habituada a ser atriz, Greta filma uma carta de amor à sua Sacramento natal, naquela que parece ser uma história com raízes autobiográficas. Lady Bird é o nome pelo qual a adolescente Christine (Saoirse Ronan) prefere ser chamada contra os protestos da mãe e a surpresa dos professores. Lady Bird é finalista de um liceu católico só para raparigas, tem uma melhor amiga (que troca por uma mais popular antes de perceber que a melhor é a mais antiga) e interessa-se por rapazes (o baile de finalistas, a primeira vez). Ao mesmo tempo, vê a faculdade no horizonte e tenta equilibrar as suas ambições de ir para o mais longe possível da casa dos pais com a falta de fundos dos mesmos (um pai deprimido e desempregado). Lady Bird sente-se sufocada em Sacramento e quer ir para longe para um centro de cultura e novas pessoas e quer também fugir da mãe, tacanha e controladora. Só longe dos pais, percebe a importância deles na sua vida e só longe da sua cidade natal lhe dá valor. Algo que todos os que saíram de casa sentem mas que nem por isso faz um filme nomeado para melhor do ano. Esta coisa indie de fazer filmes sobre coisa alguma nem sempre resulta por muito que Ronan, Laurie Metcalf (a mãe), Tracy Letts (o pai) ou Lucas Hedges (o primeiro namorado) tenham grandes interpretações. 

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12.03.18

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A Linha Fantasma

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A Linha Fantasma vive do génio de Daniel Day Lewis. Não que não esteja bem acompanhado (está, sobretudo por Vicky Krieps e Leslie Manvile) e que não seja bem dirigido (está, pelo sublime Paul Thomas Anderson) mas Lewis É o filme. E isso não é mau. Aliás, não entendo quando dizem que um filme e um ator se confundem, como se isso fosse mau. Lewis é um dos grandes atores do nosso tempo e num filme sobre um costureiro com uma personalidade forte ao estilo de um buraco negro, é natural que o protagonista, o seja. Em Linha Fantasma, Lewis é Reynolds Woodcock, um afamado estilista inglês dos anos 50. É ele que veste a realeza e os mais ricos. O seu génio faz dele uma pessoa cheia de manias e com grande gosto pelo sossego, contrastando com o sossego interior que não alcança. Quando conhece Alma (Vicky Krieps) pensa ter encontrado a sua musa e alguém que lhe dome os fantasmas mas Alma, apesar do amor que sente, não se quer render ao mundo de Reynolds mas sim fazer parte efetiva dele, com poder de decisão. Alma não se acomoda à sua gaiola dourada e não quer uma vida chata algo que inspira e perturba Reynolds. Este sim, é um dos grandes filmes de 2017, pelas interpretações e pela beleza subtil.

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11.03.18





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