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Hostis (2017)

 

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No Novo México de 1892, o Capitão Joseph Blocker (Christian Bale) é um homem sério, duro e sobretudo marcado por um passado pleno de matanças. Umas, dos seus amigos, que testemunhou de perto. Outras, de índios de todas as idades e sexos, nas quais foi parte ativa e entusiasta, segundo se diz. Quando o fim da sua carreira se aproxima é-lhe dada uma missão final: escoltar o chefe índio Yellow Hawk (Wes Studi), moribundo, acompanhado pela sua família, até ao local onde quer morrer, o Montana a 2 mil quilómetros do locla onde esteve preso anos a fio. Renitente, aceita tal como o dever lhe fizera aceitar todas as outras missões anteriores. Começa então uma jornada longa jornada ao longo da qual se vão juntando várias personagens. Do Novo México, partem com Blocker, os soldados Metz (Rory Cochrane), Woodsen (Jonathan Majors), Kidder (Jesse Plemons) e Dejardin (Timothée Chalamet a colecionar créditos depois de Lady Bird ou Call Me By Your Name). Juntam-se-lhe Rosalie (Rosamund Pike) a quem uma outra tribo que não a de Yellow Hawk assassinou a família e que vem trazer alguma doçura à vida de Blocker e fazer a ponte com a família índia que ajuda a escoltar. Também Willis (Bem Foster), antigo companheiro de armas, agora como condenado à morte pelo brutal assassínio de uma família índia, se junta à caravana e faz com que Blocker veja que os seus atos não foram assim tão diferentes dos do antigo amigo. E o filme, demasiado contemplativo, parado e longo para o cinema atual é mesmo isso. É ver como as personagens que se atravessam nesta Via Sacra de Blocker, lhe fazem ver os seus próprios pecados, feito em nome da honra e do exército.

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26.03.18

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Hawking morre aos 76 anos

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O físico teórico e cosmólogo inglês Stephen Hawking morreu aos 76 anos. O mundo fica mais pobre e mais estúpido. Infelizmente, a sua imagem de marca era a sua cadeira de rodas onde estava devido à doença rara degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica), que lhe foi diagnosticada aos 21 anos. Outra das suas imagens de marca – mais uma vez, infelizmente – era a voz sintética com a qual comunicava, desde 1985, quando foi submetido a uma traqueostomia.Hawking, adorado pela comunidade científica (bem, foi também criticado pela sua popularidade) e por geeks de todo o mundo participou num episódio de Star Trek: The Next Generation (1993); deu voz a uma faixa do disco The Division Bell (1994) dos Pink Floyd e ainda participou em The Simpsons, Futurama, Dexter's Laboratory, The Fairly OddParents, Family Guy ou nas tiras de Dilbert. Participou ainda em episódios de Big Bang Theory e leu um discurso na abertura dos Jogos Paralímpicos de Verão de 2012 em Londres. Em 2014, Eddie Redmayne deu vida ao cientista no grande ecrã em A Teoria de Tudo, o mais conhecido filme sobre a vida de Hawking que valeria o Óscar a Redmayne.

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Recordemos algumas das suas frases mais famosas.

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14.03.18

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Collateral

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Na tradição das grandes séries inglesas policiais – Broadchurch, Sherlock ou Midsomer Murders – chega Collateral, uma minissérie produzida pela Netflix que conta com Carey Mulligan, estrela de cinema, como figura central. Grávida, a detetive Kip Glaspie não quer deixar de investigar a morte a tiro de um entregador de pizzas. O crime parece ter sido um ato isolado mas ao longo de quatro dias em Londres, Glaspie está determinada a ligar os pontos, numa linha de investigação que a leva até espiões e traficantes de droga. A ver.

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13.03.18

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1986

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Estreia-se hoje na RTP a aguardada série de Nuno Markl. 1986 retrata o dia a dia daquele ano, num retrato da época e da juventude do autor. Ao bom estilo Netflix, a série completa fica já hoje disponível no RTP Play. Acompanhado o entusiasmo de Markl ao longo dos últimos meses, só podemos esperar o melhor. Uma espécie de “Conta-me como foi” revisto e melhorado. Sou grande fã da geekness certeira de Nuno Markl e espero muito da série. Que comecem os jogos, numa era de homage aos anos 80 (vem aí Ready Player One).

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13.03.18

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O regresso de Love e Jessica Jones

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Love – A história de amor do choninhas Gus (Paul Rust) e da bela e enérgica Mickey (Gillian Jacobs) continua nesta terceira temporada. Apesar de estar frustrado no trabalho enquanto professor no cenário de jovens e mimadas estelas de televisão, Gus está mais feliz do que nunca com Mickey, refeita das suas dependências e com sucesso na carreira profissional enquanto produtora de rádio. Mas já se sabe que não há amores-perfeitos fora da botânica e que duas personalidades neuróticas acabam por chocar.

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Jessica Jones - Um dos primeiros sucessos do Netflix em Portugal, a investigadora Jessica Jones, que vimos depois noutras produções Marvel/Netflix volta a ter uma série com nome próprio. Livre do vilão Kilgrave (David Tennant), Jessica (Krysten Ritter) continua igual a si mesma: politicamente incorreta, alcoólica e completamente perdida, ao mesmo tempo que ganha a vida a resolver pequenos casos como detetive privada. Sem Lucas Cage no quadro, Jessica conta com a sempre fiel amiga Trish (Rachael Taylor) e com o “aprendiz” Malcolm (Eka Darvile). O grande problema é a falta de um supervilão após o fantástico Kilgrave, mesmo que a busca de Jessica pelos monstros do seu passado, seja interessante.

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12.03.18

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Lady Bird

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Em Lady Bird, Greta Gerwig, realiza uma longa-metragem pela segunda vez. Mais habituada a ser atriz, Greta filma uma carta de amor à sua Sacramento natal, naquela que parece ser uma história com raízes autobiográficas. Lady Bird é o nome pelo qual a adolescente Christine (Saoirse Ronan) prefere ser chamada contra os protestos da mãe e a surpresa dos professores. Lady Bird é finalista de um liceu católico só para raparigas, tem uma melhor amiga (que troca por uma mais popular antes de perceber que a melhor é a mais antiga) e interessa-se por rapazes (o baile de finalistas, a primeira vez). Ao mesmo tempo, vê a faculdade no horizonte e tenta equilibrar as suas ambições de ir para o mais longe possível da casa dos pais com a falta de fundos dos mesmos (um pai deprimido e desempregado). Lady Bird sente-se sufocada em Sacramento e quer ir para longe para um centro de cultura e novas pessoas e quer também fugir da mãe, tacanha e controladora. Só longe dos pais, percebe a importância deles na sua vida e só longe da sua cidade natal lhe dá valor. Algo que todos os que saíram de casa sentem mas que nem por isso faz um filme nomeado para melhor do ano. Esta coisa indie de fazer filmes sobre coisa alguma nem sempre resulta por muito que Ronan, Laurie Metcalf (a mãe), Tracy Letts (o pai) ou Lucas Hedges (o primeiro namorado) tenham grandes interpretações. 

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12.03.18

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A Linha Fantasma

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A Linha Fantasma vive do génio de Daniel Day Lewis. Não que não esteja bem acompanhado (está, sobretudo por Vicky Krieps e Leslie Manvile) e que não seja bem dirigido (está, pelo sublime Paul Thomas Anderson) mas Lewis É o filme. E isso não é mau. Aliás, não entendo quando dizem que um filme e um ator se confundem, como se isso fosse mau. Lewis é um dos grandes atores do nosso tempo e num filme sobre um costureiro com uma personalidade forte ao estilo de um buraco negro, é natural que o protagonista, o seja. Em Linha Fantasma, Lewis é Reynolds Woodcock, um afamado estilista inglês dos anos 50. É ele que veste a realeza e os mais ricos. O seu génio faz dele uma pessoa cheia de manias e com grande gosto pelo sossego, contrastando com o sossego interior que não alcança. Quando conhece Alma (Vicky Krieps) pensa ter encontrado a sua musa e alguém que lhe dome os fantasmas mas Alma, apesar do amor que sente, não se quer render ao mundo de Reynolds mas sim fazer parte efetiva dele, com poder de decisão. Alma não se acomoda à sua gaiola dourada e não quer uma vida chata algo que inspira e perturba Reynolds. Este sim, é um dos grandes filmes de 2017, pelas interpretações e pela beleza subtil.

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11.03.18

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Os Romanov

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Simon Sebag Montefiore, jornalista e historiador inglês propõe-se em Os Romanov (em Portugal feitos em dois volumes de cerca de 500 páginas cada, com a chancela Presença), a contar a história da Rússia entre 1613 e 1917, através da história da famosa família. Conforme vem escrito na contracapa do primeiro volume, esta é “uma narrativa épica do mais alto nível. Em comparação, A Guerra dos Tronos parece um conto para crianças”. O primeiro volume versa sobre a ascensão dos Romanov desde Miguel I. Simplificando o entendimento de uma história por vezes complexa, Montefiore, antes de contar a história de cada um dos czares faz uma lista das “personagens” que vão estar em destaque naquele capítulo. Montefiore consegue fazer, sem sair do seu papel de historiador, um relato emocionante que põe a nu as tricas palacianas, a guerra de influências e, claro, muita violência e sexo.

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09.03.18

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A Agente Vermelha

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Ver Jennifer Lawrence no grande ecrã é sempre boa ideia. Tanto a sua beleza como o seu talento são magnéticos. No entanto, Lawrence já foi melhor aproveitada do que neste A Agente Vermelha. Jennifer é Dominika Egorova, protagonista e estrela do Bolshoi, até ao dia em que se lesionada com gravidade. Num mundo cão, é substituída por uma qualquer invejosa e vê-se com a mãe invalida nas mãos e sem dinheiro. A família é para estas coisas e logo aparece o tio, solícito. Vanya (Matthias Schoenaerts) é uma figura de destaque nos serviços secretos russos e faz da sobrinha, isco para um poderoso milionário que tem que ser eliminado. Enganada, Dominika só tem duas hipóteses: a morte ou uma obscura escola para espiões. Só existe filme porque escolhe a segunda hipótese. Algures no meio do campo gelado russo, Charlotte Rampling dá lições aos seus pupilos que passam por descobrir o que o outro precisa, com a resposta ser muitas vezes, sexo. Formada pela “escola de putas” como se lhe refere, Dominika parte para Budapeste onde se deve fazer amiga do agente da CIA, Nate Nash (Joel Edgerton). Pondo de parte o ridículo de falar inglês com sotaque russo (vejamos como as personagens de A Morte de Estaline parecem russas, falando um perfeito inglês), damos de caras com um argumento cheio de clichés e sobretudo, perdido em si mesmo, fazendo perder tempo às estrelas já citadas e a outras como Jeremy Irons, Ciarán Hinds ou Bill Camp. Ao menos estas receberam chorudos cheques. Resta-nos olhar para Lawrence.

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06.03.18

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A Forma do Óscar

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Talvez esteja a ficar cínico com a idade mas não percebi o encanto com A Forma da Água. Vi-o no sábado, um dia antes dos Óscares, e confesso que nem com a nomeação concordei. Gosto do trabalho de Guillermo Del Toro, sobretudo de O Labirinto do Fauno e de Hellboy, onde se começou a mostrar que os filmes de super-heróis poderiam ter qualidade. Gosto da maior parte do elenco. Mas o filme, sendo bonito e tendo pontos altos, não me encheu as medidas. Nos EUA dos anos 60, uma empregada de limpeza muda, Elisa (Sally Hawkins), conhece uma estranha criatura anfíbia que ali está presa para ser estudada e muitas vezes maltratada. Elisa sabe que a criatura era vista como um Deus num qualquer país da América do Sul e que é intenção dos EUA usá-la contra a URSS na Guerra Fria. Ou pelo menos impedir que a URSS a possa usar. Solitária, Elisa revê-se na criatura e cria-se uma ligação através da música e a da comida. Os dois acabam apaixonados e Elisa tenta resgatar o seu amado das garras do Governo e do malvado agente Richard (Michael Shannon). Conta com a ajuda interna do cientista Robert (Michael Stuhlbarg), da amiga Zelda (Octavia Spencer) e ainda com o seu vizinho, pintor, gay e a viver mal a sua velhice, Giles (Richard Jenkins). Vamos a contas. Uma história de amor arrebatadora capaz de transpor mundos é sempre bem vista; as provas de amizade para ajudar nestas histórias, também; a vitória do bem contra o mal também vai bem e as referências deliciosas em jeito de homage ao cinema e música dos anos 60 não destoam. Mas esta parece ser uma história que já vimos de uma forma ou de outra em histórias pouco recentes como A Bela e o Monstro ou mesmo ET. É uma história de um amor profundo que quer quebrar barreiras, o que é sempre bonito mas não chega para fazer o melhor filme do ano. Olhando para os meus favoritos – 3 Cartazes à Beira da Estrada e Linha Fantasma – talvez seja mesmo o cinismo a toldar-me.

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05.03.18





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