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Os Romanov

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Simon Sebag Montefiore, jornalista e historiador inglês propõe-se em Os Romanov (em Portugal feitos em dois volumes de cerca de 500 páginas cada, com a chancela Presença), a contar a história da Rússia entre 1613 e 1917, através da história da famosa família. Conforme vem escrito na contracapa do primeiro volume, esta é “uma narrativa épica do mais alto nível. Em comparação, A Guerra dos Tronos parece um conto para crianças”. O primeiro volume versa sobre a ascensão dos Romanov desde Miguel I. Simplificando o entendimento de uma história por vezes complexa, Montefiore, antes de contar a história de cada um dos czares faz uma lista das “personagens” que vão estar em destaque naquele capítulo. Montefiore consegue fazer, sem sair do seu papel de historiador, um relato emocionante que põe a nu as tricas palacianas, a guerra de influências e, claro, muita violência e sexo.

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09.03.18

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A Agente Vermelha

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Ver Jennifer Lawrence no grande ecrã é sempre boa ideia. Tanto a sua beleza como o seu talento são magnéticos. No entanto, Lawrence já foi melhor aproveitada do que neste A Agente Vermelha. Jennifer é Dominika Egorova, protagonista e estrela do Bolshoi, até ao dia em que se lesionada com gravidade. Num mundo cão, é substituída por uma qualquer invejosa e vê-se com a mãe invalida nas mãos e sem dinheiro. A família é para estas coisas e logo aparece o tio, solícito. Vanya (Matthias Schoenaerts) é uma figura de destaque nos serviços secretos russos e faz da sobrinha, isco para um poderoso milionário que tem que ser eliminado. Enganada, Dominika só tem duas hipóteses: a morte ou uma obscura escola para espiões. Só existe filme porque escolhe a segunda hipótese. Algures no meio do campo gelado russo, Charlotte Rampling dá lições aos seus pupilos que passam por descobrir o que o outro precisa, com a resposta ser muitas vezes, sexo. Formada pela “escola de putas” como se lhe refere, Dominika parte para Budapeste onde se deve fazer amiga do agente da CIA, Nate Nash (Joel Edgerton). Pondo de parte o ridículo de falar inglês com sotaque russo (vejamos como as personagens de A Morte de Estaline parecem russas, falando um perfeito inglês), damos de caras com um argumento cheio de clichés e sobretudo, perdido em si mesmo, fazendo perder tempo às estrelas já citadas e a outras como Jeremy Irons, Ciarán Hinds ou Bill Camp. Ao menos estas receberam chorudos cheques. Resta-nos olhar para Lawrence.

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06.03.18

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A Forma do Óscar

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Talvez esteja a ficar cínico com a idade mas não percebi o encanto com A Forma da Água. Vi-o no sábado, um dia antes dos Óscares, e confesso que nem com a nomeação concordei. Gosto do trabalho de Guillermo Del Toro, sobretudo de O Labirinto do Fauno e de Hellboy, onde se começou a mostrar que os filmes de super-heróis poderiam ter qualidade. Gosto da maior parte do elenco. Mas o filme, sendo bonito e tendo pontos altos, não me encheu as medidas. Nos EUA dos anos 60, uma empregada de limpeza muda, Elisa (Sally Hawkins), conhece uma estranha criatura anfíbia que ali está presa para ser estudada e muitas vezes maltratada. Elisa sabe que a criatura era vista como um Deus num qualquer país da América do Sul e que é intenção dos EUA usá-la contra a URSS na Guerra Fria. Ou pelo menos impedir que a URSS a possa usar. Solitária, Elisa revê-se na criatura e cria-se uma ligação através da música e a da comida. Os dois acabam apaixonados e Elisa tenta resgatar o seu amado das garras do Governo e do malvado agente Richard (Michael Shannon). Conta com a ajuda interna do cientista Robert (Michael Stuhlbarg), da amiga Zelda (Octavia Spencer) e ainda com o seu vizinho, pintor, gay e a viver mal a sua velhice, Giles (Richard Jenkins). Vamos a contas. Uma história de amor arrebatadora capaz de transpor mundos é sempre bem vista; as provas de amizade para ajudar nestas histórias, também; a vitória do bem contra o mal também vai bem e as referências deliciosas em jeito de homage ao cinema e música dos anos 60 não destoam. Mas esta parece ser uma história que já vimos de uma forma ou de outra em histórias pouco recentes como A Bela e o Monstro ou mesmo ET. É uma história de um amor profundo que quer quebrar barreiras, o que é sempre bonito mas não chega para fazer o melhor filme do ano. Olhando para os meus favoritos – 3 Cartazes à Beira da Estrada e Linha Fantasma – talvez seja mesmo o cinismo a toldar-me.

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05.03.18

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Aqui estou

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Jonathan Safran Foer tornou-se essencialmente conhecido por Extremamente Alto e Incrivelmente Perto, uma emocionante história, adaptada ao cinema com grande sucesso. No centro temos o judeu Jacob Bloch, descendente de sobreviventes do Holocausto, casado, pai e um escritor respeitado pela crítica mas ignorado pelos compradores. À medida que envelhece a sua relação com a mulher piora, Bloch começa a por em causa o seu lugar no mundo. Genial.

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23.02.18

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Um Gentleman em Moscovo

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Nunca julgar um livro pela capa sempre me pareceu estúpido. É claro que uma boa capa não é tudo (como uma má não o será). É claro que uma capa bonita atrai. É claro que um livro também é um objeto. E aí, este Um Gentleman em Moscovo sai a ganhar. Tem capa dura, preta e com pormenores a dourado. É um objeto bonito e com bom gosto. Mas o que está lá dentro é ainda melhor. Amor Towles leva-nos até à Rússia de 1922. O Conde Aleksandr Rostov vive numa gigantesca suíte de luxo no Hotel Metropol, o melhor de Moscovo. Mas um poema escrito por si, anos antes leva a que um tribunal bolchevique o condene a prisão domiciliária. Continua no hotel mas muda-se para aposentos bem mais modestos. É na sua nova posição de aperto que começa a conhecer melhor o hotel, que pensava conhecer ao pormenor e vai encontrando aliados, a começar pela pequena Nina, que sonha ser uma princesa e que precisa do apoio do Conde. À medida que assiste, com uma distância imposta ao eclodir de uma nova Rússia, vai tentando fazer do Metropol um microclima onde o luxo e sobretudo o belo ainda podem existir. Um livro melancólico mas muito bonito.

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06.02.18

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A Casa de Papel

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Recomendada no “boca-a-boca” há muitas semanas, só agora me dediquei a esta série espanhola, disponível no Netflix. Antes de mais, tecnicamente, nada deve às melhores séries norte-americanas. Está muito bem filmada, muito bem escrita e repleta de atores de grande qualidade. A história é a de um assalto que promete ser um dos maiores de sempre a nível mundial. Um grupo propõe-se a assaltar a Casa da Moeda espanhola. Por trás de tudo, o cérebro. Uma misteriosa personagem conhecida simplesmente como Professor reúne um grupo de criminosos com vários perfis. Fechados cinco meses numa casa para estudarem o plano em pormenor, o grupo só se conhece por nomes de código (nomes de cidades, de Tóquio a Rio, passando por Berlim). O problema é que até o plano mais detalhado, pode esbarrar na realidade. Viciante.

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24.01.18

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O Homem Que Duvidava

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Ethan Canin, um dos autores que merece o epiteto de bestseller do New York Times, conta-nos a história de Milo Andret. Milo, que cresceu solitário no countryside do Michigan dos anos 50, começa a ver-se de outra forma quando ingressa na famosa Berkeley. Começa a tornar-se óbvio o tamanho do seu génio e acaba por conhecer uma mulher e um rival que o acompanham no resto da sua vida. Tal como nós, leitores, acompanhamos as várias fases da vida de Milo. São sete décadas de uma vida rica e de um grande romance americano.

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16.01.18

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The End Of The F***ing World

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James (Alex Lawther) é um adolescente inglês. Vive apenas com o pai e sente ser um psicopata. De facto, não tem sentido de humor, não sente empatia e diverte-se a matar animais. É quando decide experimentar a sensação de matar “algo maior” que lhe aparece à frente Alyssa (Jessica Barden), colega de escola, revoltada como qualquer adolescente e com vontade de viver aventuras. O estranho par junta-se, com perspetivas bastante diferentes da relação e acaba por fugir de carro, rumo a uma aventura, sangrenta mas bastante divertida. Uma descoberta e uma bela metáfora sobre os contragimentos sociais. 

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11.01.18

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Os Despojos Do Dia

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O mercado livreiro tem um truque que repete com frequência. Faz novas capas de livros já editados há alguns anos, levando leitores mais aventureiros (que, como eu, se apaixonam por capas e títulos, sem fazerem grande investigação) a pensar que estão a comprar uma novidade. Apesar de irritante, este truque por vezes é-me benéfico. Foi o que aconteceu com Despojos do Dia, uma pequena maravilha em 250 páginas que se lê numa penada. Descobri que é já de 1989 e que até já deu um filme com Anthony Hopkins mas isso acabou por não diminuir em nada o prazer da leitura.

Conhecido da maioria do público português (eu, incluindo) apenas após a vitória do Nobel da Literatura, Kazuo Ishiguro é um escritor nascido no Japão mas que cresceu como inglês. Assim que peguei neste Os Despojos Do Dia senti isso mesmo. Há pouco de japonês nestas páginas. O tema que escolheu para este livro de 1989 (o seu terceiro) dificilmente poderia ser mais britânico. No pós-guerra, o mordomo Mr. Stevens, aproveita a oportunidade que lhe é dada pelo patrão e faz uma viagem de carro pelo campo inglês. Nela, para além de ver o país que existia para além das paredes da casa que servia e de conhecer pessoas para além das que orientava e servia, pode refletir sobre a sua vida e como ela tinha sido dedicada a uma profissão e a uma pessoa, Sua Senhoria, agora morta.

Após anos de dedicação a Lord Darlington, Stevens agora empregado de um americano rico, vê uma certa mudança na atitude do patrão. Mais descontraído, insiste que o mordomo leve o seu Ford e aproveite a sua ausência para passear por Inglaterra. Com a desculpa para si mesmo de que a mansão precisa de mais pessoal, Stevens parte em busca de Mr. Keaton, antiga governanta que há largos anos se despedira para casar, casamento que, segundo uma missiva, estaria a terminar.

E se a viagem dura poucos dias, a verdade é que Stevens põe a memória a funcionar e recua anos e anos. Reflete sobre os verdadeiros méritos do homem a quem dedicou a vida; reflete sobre o que é ser um bom mordomo; reflete sobre a sua relação com o pai, também ele um mordomo e sobretudo pensa em Mr. Keaton. Um vivo fabuloso da Inglaterra dos anos 30 a 50.

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11.01.18

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Peaky Blinders, tomo 4

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Volto a Peaky Blinders, série sobre a qual já aqui tinha escrito. A quarta temporada acaba de sair do forno (infelizmente, arrumada com apenas seis episódios) e vem confirmar a evolução da trama e da própria produção. Se Tom Hardy já se tinha juntado ao elenco na temporada transata, nesta mantem-se e ainda dá as boas vindas a Adrien Brody, como um mafioso italo-americano com tiques óbvios de Padrinho mas que funciona bem. Mas façamos rewind. Aqui estamos em Birmigham, nos anos 20. Tommy (Cillian Murphy) é o líder da família Shelby. Outrora destacada pelo controlo das apostas, a família foi crescendo, graças ao rasgo de Tommy, até uma posição na qual detém várias fábricas em Inglaterra e uma delegação nos EUA. Entre os negócios dos Shelby até existem agora os que são honestos. Tommy é agora um homem ainda mais só, com a cabeça na I Guerra Mundial, sempre que tem tempo para pensar e com a família contra ele por acontecimentos da quarta temporada. Mas o passado volta para se vingar e a família é obrigada a unir-se para sobreviver. Luca Changretta (Brody) filho de um mafioso italianos morto por Arthur (Paul Anderson) irrascível irmão de Tommy chega a Inglaterra para vingar o pai. Seguindo a sua própria tradição, promete matar toda a família Shelby. Enquanto isso, Tommy tem que lutar contra os sindicatos recém-criados e inspirados pela revolução bolchevique para tentar manter os seus negócios a funcionar e tem que fazer vários jogos de sedução e intrigas de bastidores. Entre as novas aparições, para além de Brody, temos Jessie Eden (Charlie Murphy), a jovem comunista que organiza greves e por quem Tommy se encanta; Aberama Gold (Aidan Gillen, célebre pelo seu papel maquiavélico em Game of Thrones), líder cigano contratado por Tommy para ajudar na "guerra" contra os italianos e Bonnie Gold (Jack Rowan), filho de Aberama e prodígio no boxe. As velhas personagens evoluiram e marcam presença como Arthur, na sua luta entre ser um bom cristão e pai como a mulher quer ou ser o gangster louco e violento de sempre; Polly (Helen McCrory), a tia de Tommy e seu braço direito, agora em contacto com o seu lado cigano e místico e Ada (Sophie Rundle), regressada da filial americana para se unir à luta.  Peaky Blinders continua a ser uma obra-prima de recriação histórica, com interpretações superiores e finais de temporada que não param de causar ansiedade aos seus fãs.

 

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03.01.18





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