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A Forma do Óscar

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Talvez esteja a ficar cínico com a idade mas não percebi o encanto com A Forma da Água. Vi-o no sábado, um dia antes dos Óscares, e confesso que nem com a nomeação concordei. Gosto do trabalho de Guillermo Del Toro, sobretudo de O Labirinto do Fauno e de Hellboy, onde se começou a mostrar que os filmes de super-heróis poderiam ter qualidade. Gosto da maior parte do elenco. Mas o filme, sendo bonito e tendo pontos altos, não me encheu as medidas. Nos EUA dos anos 60, uma empregada de limpeza muda, Elisa (Sally Hawkins), conhece uma estranha criatura anfíbia que ali está presa para ser estudada e muitas vezes maltratada. Elisa sabe que a criatura era vista como um Deus num qualquer país da América do Sul e que é intenção dos EUA usá-la contra a URSS na Guerra Fria. Ou pelo menos impedir que a URSS a possa usar. Solitária, Elisa revê-se na criatura e cria-se uma ligação através da música e a da comida. Os dois acabam apaixonados e Elisa tenta resgatar o seu amado das garras do Governo e do malvado agente Richard (Michael Shannon). Conta com a ajuda interna do cientista Robert (Michael Stuhlbarg), da amiga Zelda (Octavia Spencer) e ainda com o seu vizinho, pintor, gay e a viver mal a sua velhice, Giles (Richard Jenkins). Vamos a contas. Uma história de amor arrebatadora capaz de transpor mundos é sempre bem vista; as provas de amizade para ajudar nestas histórias, também; a vitória do bem contra o mal também vai bem e as referências deliciosas em jeito de homage ao cinema e música dos anos 60 não destoam. Mas esta parece ser uma história que já vimos de uma forma ou de outra em histórias pouco recentes como A Bela e o Monstro ou mesmo ET. É uma história de um amor profundo que quer quebrar barreiras, o que é sempre bonito mas não chega para fazer o melhor filme do ano. Olhando para os meus favoritos – 3 Cartazes à Beira da Estrada e Linha Fantasma – talvez seja mesmo o cinismo a toldar-me.

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05.03.18






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