Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Etiquetas:

Soldado Milhões

soldado-milhoes-2018-1.png

Estreia-se amanhã nas salas portuguesas, o filme “Soldado Milhões”, um biopic de Aníbal Milhais, herói português da I Guerra Mundial. A 9 de abril de 1918, já no fim do conflito, Milhais, jovem soldado de Valongo (ainda no seu tempo de vida passou a Valongo de Milhais) apenas acompanhado pela sua metralhadora Lewis (Luisinha para os portugueses) enfrentou sozinho, tropas alemãs em Las Lys, permitindo que os seus companheiros portugueses e ingleses retirassem em segurança. No caminho até reencontrar os companheiros ainda salvou a vida a um médico escocês que viria a relatar os seus feitos e ainda abriu fogo sobre tropas alemãs, mantendo-as em sentido. Reencontrado com o seu batalhão, o seu comandante diria que Milhais valia por Milhões e ficaria para sempre conhecido como Soldado Milhões, sobrenome que a sua família adotou. O filme de Gonçalo Galvão Teles e Jorge Paixão da Costa revisita La Lys, claro, com o jovem Aníbal (João Arrais) nas trincheiras, a lutar por sobreviver e por ajudar os seus companheiros e passa pelos anos 40, com Aníbal já adulto (Miguel Borges) e a lutar com os seus fantasmas, nunca se vendo como um herói mas apenas como um soldado como os outros. Para além da história heroica, salta à vista a evolução do cinema português. Visualmente, nada deve ao melhor cinema europeu. Ainda falta afinar o som e talvez tornar o argumento menos trapalhão mas ninguém dar por perdido o tempo gasto a olhar para um elenco de luxo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

11.04.18

Etiquetas:

Hostis (2017)

 

Hostiles-movie-poster.jpg

No Novo México de 1892, o Capitão Joseph Blocker (Christian Bale) é um homem sério, duro e sobretudo marcado por um passado pleno de matanças. Umas, dos seus amigos, que testemunhou de perto. Outras, de índios de todas as idades e sexos, nas quais foi parte ativa e entusiasta, segundo se diz. Quando o fim da sua carreira se aproxima é-lhe dada uma missão final: escoltar o chefe índio Yellow Hawk (Wes Studi), moribundo, acompanhado pela sua família, até ao local onde quer morrer, o Montana a 2 mil quilómetros do locla onde esteve preso anos a fio. Renitente, aceita tal como o dever lhe fizera aceitar todas as outras missões anteriores. Começa então uma jornada longa jornada ao longo da qual se vão juntando várias personagens. Do Novo México, partem com Blocker, os soldados Metz (Rory Cochrane), Woodsen (Jonathan Majors), Kidder (Jesse Plemons) e Dejardin (Timothée Chalamet a colecionar créditos depois de Lady Bird ou Call Me By Your Name). Juntam-se-lhe Rosalie (Rosamund Pike) a quem uma outra tribo que não a de Yellow Hawk assassinou a família e que vem trazer alguma doçura à vida de Blocker e fazer a ponte com a família índia que ajuda a escoltar. Também Willis (Bem Foster), antigo companheiro de armas, agora como condenado à morte pelo brutal assassínio de uma família índia, se junta à caravana e faz com que Blocker veja que os seus atos não foram assim tão diferentes dos do antigo amigo. E o filme, demasiado contemplativo, parado e longo para o cinema atual é mesmo isso. É ver como as personagens que se atravessam nesta Via Sacra de Blocker, lhe fazem ver os seus próprios pecados, feito em nome da honra e do exército.

Autoria e outros dados (tags, etc)

26.03.18

Etiquetas:

Lady Bird

Passarinha.png

Em Lady Bird, Greta Gerwig, realiza uma longa-metragem pela segunda vez. Mais habituada a ser atriz, Greta filma uma carta de amor à sua Sacramento natal, naquela que parece ser uma história com raízes autobiográficas. Lady Bird é o nome pelo qual a adolescente Christine (Saoirse Ronan) prefere ser chamada contra os protestos da mãe e a surpresa dos professores. Lady Bird é finalista de um liceu católico só para raparigas, tem uma melhor amiga (que troca por uma mais popular antes de perceber que a melhor é a mais antiga) e interessa-se por rapazes (o baile de finalistas, a primeira vez). Ao mesmo tempo, vê a faculdade no horizonte e tenta equilibrar as suas ambições de ir para o mais longe possível da casa dos pais com a falta de fundos dos mesmos (um pai deprimido e desempregado). Lady Bird sente-se sufocada em Sacramento e quer ir para longe para um centro de cultura e novas pessoas e quer também fugir da mãe, tacanha e controladora. Só longe dos pais, percebe a importância deles na sua vida e só longe da sua cidade natal lhe dá valor. Algo que todos os que saíram de casa sentem mas que nem por isso faz um filme nomeado para melhor do ano. Esta coisa indie de fazer filmes sobre coisa alguma nem sempre resulta por muito que Ronan, Laurie Metcalf (a mãe), Tracy Letts (o pai) ou Lucas Hedges (o primeiro namorado) tenham grandes interpretações. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

12.03.18

Etiquetas:

A Linha Fantasma

Linha-Fantasma-Insta.png

A Linha Fantasma vive do génio de Daniel Day Lewis. Não que não esteja bem acompanhado (está, sobretudo por Vicky Krieps e Leslie Manvile) e que não seja bem dirigido (está, pelo sublime Paul Thomas Anderson) mas Lewis É o filme. E isso não é mau. Aliás, não entendo quando dizem que um filme e um ator se confundem, como se isso fosse mau. Lewis é um dos grandes atores do nosso tempo e num filme sobre um costureiro com uma personalidade forte ao estilo de um buraco negro, é natural que o protagonista, o seja. Em Linha Fantasma, Lewis é Reynolds Woodcock, um afamado estilista inglês dos anos 50. É ele que veste a realeza e os mais ricos. O seu génio faz dele uma pessoa cheia de manias e com grande gosto pelo sossego, contrastando com o sossego interior que não alcança. Quando conhece Alma (Vicky Krieps) pensa ter encontrado a sua musa e alguém que lhe dome os fantasmas mas Alma, apesar do amor que sente, não se quer render ao mundo de Reynolds mas sim fazer parte efetiva dele, com poder de decisão. Alma não se acomoda à sua gaiola dourada e não quer uma vida chata algo que inspira e perturba Reynolds. Este sim, é um dos grandes filmes de 2017, pelas interpretações e pela beleza subtil.

Autoria e outros dados (tags, etc)

11.03.18

Etiquetas:

A Agente Vermelha

Jen-Law-red-sparrow.jpg

Ver Jennifer Lawrence no grande ecrã é sempre boa ideia. Tanto a sua beleza como o seu talento são magnéticos. No entanto, Lawrence já foi melhor aproveitada do que neste A Agente Vermelha. Jennifer é Dominika Egorova, protagonista e estrela do Bolshoi, até ao dia em que se lesionada com gravidade. Num mundo cão, é substituída por uma qualquer invejosa e vê-se com a mãe invalida nas mãos e sem dinheiro. A família é para estas coisas e logo aparece o tio, solícito. Vanya (Matthias Schoenaerts) é uma figura de destaque nos serviços secretos russos e faz da sobrinha, isco para um poderoso milionário que tem que ser eliminado. Enganada, Dominika só tem duas hipóteses: a morte ou uma obscura escola para espiões. Só existe filme porque escolhe a segunda hipótese. Algures no meio do campo gelado russo, Charlotte Rampling dá lições aos seus pupilos que passam por descobrir o que o outro precisa, com a resposta ser muitas vezes, sexo. Formada pela “escola de putas” como se lhe refere, Dominika parte para Budapeste onde se deve fazer amiga do agente da CIA, Nate Nash (Joel Edgerton). Pondo de parte o ridículo de falar inglês com sotaque russo (vejamos como as personagens de A Morte de Estaline parecem russas, falando um perfeito inglês), damos de caras com um argumento cheio de clichés e sobretudo, perdido em si mesmo, fazendo perder tempo às estrelas já citadas e a outras como Jeremy Irons, Ciarán Hinds ou Bill Camp. Ao menos estas receberam chorudos cheques. Resta-nos olhar para Lawrence.

Autoria e outros dados (tags, etc)

06.03.18

Etiquetas:

A Forma do Óscar

screen-shot-2017-09-14-at-9-49-54-am1.png

Talvez esteja a ficar cínico com a idade mas não percebi o encanto com A Forma da Água. Vi-o no sábado, um dia antes dos Óscares, e confesso que nem com a nomeação concordei. Gosto do trabalho de Guillermo Del Toro, sobretudo de O Labirinto do Fauno e de Hellboy, onde se começou a mostrar que os filmes de super-heróis poderiam ter qualidade. Gosto da maior parte do elenco. Mas o filme, sendo bonito e tendo pontos altos, não me encheu as medidas. Nos EUA dos anos 60, uma empregada de limpeza muda, Elisa (Sally Hawkins), conhece uma estranha criatura anfíbia que ali está presa para ser estudada e muitas vezes maltratada. Elisa sabe que a criatura era vista como um Deus num qualquer país da América do Sul e que é intenção dos EUA usá-la contra a URSS na Guerra Fria. Ou pelo menos impedir que a URSS a possa usar. Solitária, Elisa revê-se na criatura e cria-se uma ligação através da música e a da comida. Os dois acabam apaixonados e Elisa tenta resgatar o seu amado das garras do Governo e do malvado agente Richard (Michael Shannon). Conta com a ajuda interna do cientista Robert (Michael Stuhlbarg), da amiga Zelda (Octavia Spencer) e ainda com o seu vizinho, pintor, gay e a viver mal a sua velhice, Giles (Richard Jenkins). Vamos a contas. Uma história de amor arrebatadora capaz de transpor mundos é sempre bem vista; as provas de amizade para ajudar nestas histórias, também; a vitória do bem contra o mal também vai bem e as referências deliciosas em jeito de homage ao cinema e música dos anos 60 não destoam. Mas esta parece ser uma história que já vimos de uma forma ou de outra em histórias pouco recentes como A Bela e o Monstro ou mesmo ET. É uma história de um amor profundo que quer quebrar barreiras, o que é sempre bonito mas não chega para fazer o melhor filme do ano. Olhando para os meus favoritos – 3 Cartazes à Beira da Estrada e Linha Fantasma – talvez seja mesmo o cinismo a toldar-me.

Autoria e outros dados (tags, etc)

05.03.18

Etiquetas:

Um homem de família (2017)

 Poderoso. Comovente. Um murro no estômago da paternidade. No coração do capitalismo selvagem, onde fazer dinheiro é o único móbil empresarial, somos confrontados com um caça-talentos que trabalha 17 horas por dia, num ritmo alucinante, totalmente absorvido por uma máquina de gerar lucros. Retrato dos tempos que correm, este pai de família é, em larga medida, o fornecedor de conforto económico mas não emocional. Ausente do lar, Dane Jansen (Gerard Butler) vê-se numa encruzilhada entre a oportunidade de promoção e o desafio de assumir o seu verdadeiro papel de pai quando o seu filho mais velho é diagnosticado com leucemia aguda. O poder transformativo da doença é revelado num Jansen capaz de encontrar emprego para um engenheiro de 59 anos com experiência a mais e que representa um mau negócio empresarial, ao se encontrar perto da reforma. Um drama em pleno coração do nosso tempo, em que o indíviduo é, somente, um ativo económico, e onde o tempo para a família é subtraído violentamente. Porque o tempo perdido não volta, um convite à reflexão para todos os pais que passam demasiado tempo no escritório e se esquecem do mais importante. 

3,5 ★

Autoria e outros dados (tags, etc)

19.11.17

Etiquetas:

Loving Vicent

Loving-Vincent-Film.jpg

Chega aos cinemas portugueses esta quinta-feira, Loving Vincent, um filme sobre a vida Vincent Van Gogh. O mais interessante é que todo o filme é animado, através de mais de 60 mil pinturas a óleo, inspiradas nas próprias obras do pintor. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

17.10.17

Etiquetas:

Barry Seal: Traficante Americano

American-Made.jpg

Narcos, com inicio em 2015, sobre o qual já aqui se escreveu, teve o condão de voltar a despertar o interesse do mundo acerca da Colômbia do narcotráfico e acerca do submundo da droga, em geral. Não que antes não houvesse interesse no tema. Sicário (2016) ou Tráfico (2000) são disso exemplo, já para não falar de Escobar: Paraíso Perdido (2014). Do ponto de vista do utilizador da droga , o cinema também tem oferecido boas opções como Trainspotting (1996), A vida não é um sonho (2000) ou Candy (2006). Agora, chega ao grande ecrã a fantástica história verídica de Barry Seal. Seal (Tom Cruise), no fim dos anos 70 era um piloto comercial com algum talento para fazer uns cobres extra com contrabando de pequena monta. Tinha uma mulher (aqui é Sarah Wright, sempre uma vista interessante) e filhos mas sentia-se algo estagnado na carreira e na vida. Eis que surge a CIA, em busca de um bom piloto, moralmente flexível e com vontade de fazer viagens frequentes à América Central e do Sul. Contactado pelo agente Schafer (Domhall Gleeson), Seal começa a fazer pequenas entregas e recolhas e à medida que prova o seu valor, começa a fazer entregas maiores, mais regulares e mais…lucrativas. E claro que um piloto americano que se dá com a fina flor daqueles países, nunca falhando um entrega, atrai os olhos de todo o tipo de pessoas. É assim, que se vê frente a frente com Jorge Ochoa (Alejandro Edda) e com o próprio Pablo Escobar (Mauricio Mejia que em Narcos é Carlos Castaño, um traficante de segunda linha) e junta droga à sua lista de entregas. É neste equilíbrio que Barry Seal viveu o resto da sua vida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

06.09.17

Star Wars até já chegou aos CTT

brettstoymuseum1.jpg

Star Wars, a odisseia de ficção científica nascida da cabeça de George Lucas, inaugurou o merchadising, no que a filmes diz respeito. No fim dos anos 70 o seu impacto foi tal que todos queriam levar um pouco do filme consigo. Lucas foi o pioneiro da chamada memorobilia de cinema e mais do que as receitas de bilheteira, procurou as da venda de produtos. Há 40 anos que existem action figures, naves ou vestuário. Com o tempo, juntaram-se-lhe sets de LEGO, jogos para consola ou estacionário. Existe um pouco de tudo. Com mais um filme da saga a estrear no fim do ano, Portugal já está invadido pelos produtos do novo filme. A Disney já apresentou a nova coleção. A LEGO lançou mais uns sets e até os CTT se juntaram, com bonitos selos comemorativos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

05.09.17





Barbearias & Cabeleireiros

GENERALISTAS

FEMININOS

MASCULINOS





aRmário

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D