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O Mecanismo

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Numa altura em que se está a decidir a prisão ou não de Lula da Silva, o Netflix lançou a série O Mecanismo, no qual faz, de forma mais ou menos disfarçada (os nomes usados não são os verdadeiros mas isso não tem impedido reações dos visados) a radiografia do esquema de corrupção que ficou conhecido como Lava Jato. Criada por José Padilha, responsável por sucessos como Tropa de Elite ou Narcos, O Mecanismo centra-se na investigação da destemida polícia Verena Cardoni (Carol Abras), herdeira de Marco Ruffo (Selton Melo), como a última polícia incorruptível e decidida a montar uma rede de lavagem de dinheiro que envolve a justiça e a política. Cardoni dá de caras com um esquema de corrupção gigantesco que mudará a sua vida e a de muitas outras pessoas.

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05.04.18

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Collateral

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Na tradição das grandes séries inglesas policiais – Broadchurch, Sherlock ou Midsomer Murders – chega Collateral, uma minissérie produzida pela Netflix que conta com Carey Mulligan, estrela de cinema, como figura central. Grávida, a detetive Kip Glaspie não quer deixar de investigar a morte a tiro de um entregador de pizzas. O crime parece ter sido um ato isolado mas ao longo de quatro dias em Londres, Glaspie está determinada a ligar os pontos, numa linha de investigação que a leva até espiões e traficantes de droga. A ver.

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13.03.18

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1986

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Estreia-se hoje na RTP a aguardada série de Nuno Markl. 1986 retrata o dia a dia daquele ano, num retrato da época e da juventude do autor. Ao bom estilo Netflix, a série completa fica já hoje disponível no RTP Play. Acompanhado o entusiasmo de Markl ao longo dos últimos meses, só podemos esperar o melhor. Uma espécie de “Conta-me como foi” revisto e melhorado. Sou grande fã da geekness certeira de Nuno Markl e espero muito da série. Que comecem os jogos, numa era de homage aos anos 80 (vem aí Ready Player One).

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13.03.18

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O regresso de Love e Jessica Jones

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Love – A história de amor do choninhas Gus (Paul Rust) e da bela e enérgica Mickey (Gillian Jacobs) continua nesta terceira temporada. Apesar de estar frustrado no trabalho enquanto professor no cenário de jovens e mimadas estelas de televisão, Gus está mais feliz do que nunca com Mickey, refeita das suas dependências e com sucesso na carreira profissional enquanto produtora de rádio. Mas já se sabe que não há amores-perfeitos fora da botânica e que duas personalidades neuróticas acabam por chocar.

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Jessica Jones - Um dos primeiros sucessos do Netflix em Portugal, a investigadora Jessica Jones, que vimos depois noutras produções Marvel/Netflix volta a ter uma série com nome próprio. Livre do vilão Kilgrave (David Tennant), Jessica (Krysten Ritter) continua igual a si mesma: politicamente incorreta, alcoólica e completamente perdida, ao mesmo tempo que ganha a vida a resolver pequenos casos como detetive privada. Sem Lucas Cage no quadro, Jessica conta com a sempre fiel amiga Trish (Rachael Taylor) e com o “aprendiz” Malcolm (Eka Darvile). O grande problema é a falta de um supervilão após o fantástico Kilgrave, mesmo que a busca de Jessica pelos monstros do seu passado, seja interessante.

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12.03.18

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A Casa de Papel

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Recomendada no “boca-a-boca” há muitas semanas, só agora me dediquei a esta série espanhola, disponível no Netflix. Antes de mais, tecnicamente, nada deve às melhores séries norte-americanas. Está muito bem filmada, muito bem escrita e repleta de atores de grande qualidade. A história é a de um assalto que promete ser um dos maiores de sempre a nível mundial. Um grupo propõe-se a assaltar a Casa da Moeda espanhola. Por trás de tudo, o cérebro. Uma misteriosa personagem conhecida simplesmente como Professor reúne um grupo de criminosos com vários perfis. Fechados cinco meses numa casa para estudarem o plano em pormenor, o grupo só se conhece por nomes de código (nomes de cidades, de Tóquio a Rio, passando por Berlim). O problema é que até o plano mais detalhado, pode esbarrar na realidade. Viciante.

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24.01.18

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The End Of The F***ing World

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James (Alex Lawther) é um adolescente inglês. Vive apenas com o pai e sente ser um psicopata. De facto, não tem sentido de humor, não sente empatia e diverte-se a matar animais. É quando decide experimentar a sensação de matar “algo maior” que lhe aparece à frente Alyssa (Jessica Barden), colega de escola, revoltada como qualquer adolescente e com vontade de viver aventuras. O estranho par junta-se, com perspetivas bastante diferentes da relação e acaba por fugir de carro, rumo a uma aventura, sangrenta mas bastante divertida. Uma descoberta e uma bela metáfora sobre os contragimentos sociais. 

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11.01.18

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Peaky Blinders, tomo 4

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Volto a Peaky Blinders, série sobre a qual já aqui tinha escrito. A quarta temporada acaba de sair do forno (infelizmente, arrumada com apenas seis episódios) e vem confirmar a evolução da trama e da própria produção. Se Tom Hardy já se tinha juntado ao elenco na temporada transata, nesta mantem-se e ainda dá as boas vindas a Adrien Brody, como um mafioso italo-americano com tiques óbvios de Padrinho mas que funciona bem. Mas façamos rewind. Aqui estamos em Birmigham, nos anos 20. Tommy (Cillian Murphy) é o líder da família Shelby. Outrora destacada pelo controlo das apostas, a família foi crescendo, graças ao rasgo de Tommy, até uma posição na qual detém várias fábricas em Inglaterra e uma delegação nos EUA. Entre os negócios dos Shelby até existem agora os que são honestos. Tommy é agora um homem ainda mais só, com a cabeça na I Guerra Mundial, sempre que tem tempo para pensar e com a família contra ele por acontecimentos da quarta temporada. Mas o passado volta para se vingar e a família é obrigada a unir-se para sobreviver. Luca Changretta (Brody) filho de um mafioso italianos morto por Arthur (Paul Anderson) irrascível irmão de Tommy chega a Inglaterra para vingar o pai. Seguindo a sua própria tradição, promete matar toda a família Shelby. Enquanto isso, Tommy tem que lutar contra os sindicatos recém-criados e inspirados pela revolução bolchevique para tentar manter os seus negócios a funcionar e tem que fazer vários jogos de sedução e intrigas de bastidores. Entre as novas aparições, para além de Brody, temos Jessie Eden (Charlie Murphy), a jovem comunista que organiza greves e por quem Tommy se encanta; Aberama Gold (Aidan Gillen, célebre pelo seu papel maquiavélico em Game of Thrones), líder cigano contratado por Tommy para ajudar na "guerra" contra os italianos e Bonnie Gold (Jack Rowan), filho de Aberama e prodígio no boxe. As velhas personagens evoluiram e marcam presença como Arthur, na sua luta entre ser um bom cristão e pai como a mulher quer ou ser o gangster louco e violento de sempre; Polly (Helen McCrory), a tia de Tommy e seu braço direito, agora em contacto com o seu lado cigano e místico e Ada (Sophie Rundle), regressada da filial americana para se unir à luta.  Peaky Blinders continua a ser uma obra-prima de recriação histórica, com interpretações superiores e finais de temporada que não param de causar ansiedade aos seus fãs.

 

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03.01.18

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Manhunt: UNABOMBER

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Depois do fabuloso Mindhunter, já aqui dissecado, a Netflix volta a olhar para histórias verídicas no FBI, nas quais, é feito trabalho inovador para apanhar serial-killer. Desta vez, estamos a meio dos anos 90 e as forças federais dos EUA ainda estão longe de apanhar o UNABOMER (bombista de universidades e companhias aéreas, entre outros alvos). No centro da trama está Fiz (Sam Worthintgon), antigo polícia de giro que graças ao seu esforço e perseverança se forma como melhor profiler da sua turma no FBI. É logo chamado para a brigada que procura o terrorista e torna-se parte central na sua captura. Do outro lado está um fabuloso Paul Bettany como Ted Kaczinski, o matemático genial que se revolta contra o que acredita ser a subjeção da humanidade à inovação e à forma como a tecnologia não serve o Homem mas o escraviza. Ao longo de 17 anos, Ted, provocou mortos, feridos e o terror nos EUA, enquanto vivia como um eremita numa pequena cabana, longe de todos. Apenas Fitz conseguiu perceber quem era (o seu nome não estava sequer na lista inicial de 15 milhões de suspeitos) e como apanha-lo.

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31.12.17

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Black Mirror

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Acaba de chegar ao Netflix em Portugal a quarta temporada de Black Mirror, uma das melhores e mais originais séries dos últimos anos. A cada episódio (de cerca de uma hora), uma história independente, sempre bem interpretada por atores de primeira linha, que vira o espelho para a sociedade atual e para os perigos do uso excessivo de tecnologia, para a saúde física e mental e sobretudo para a noção do ridículo. Por exemplo, a primeira temporada, composta por apenas três episódios mostra como o Primeiro-ministro inglês é obrigado a fazer sexo com um porco em direto na televisão nacional para que um membro da Família Real seja libertado pelo seu raptor, num reality show extremo onde o homem que faz o sacrifício acaba por se tornar no ser mais desprezível. Na mesma temporada, vemos um mundo onde o dia-a-dia da humanidade passa por pedalar em ginásios todo o dia para produção de energia para as elites. Aqui, a gordura é desprezível e aqueles que conseguem 15 milhões de pontos podem entrar num concurso de talentos e com sorte passarem a ser estrelas de obscuros canais online, que os “pedaleiros” usam para se distrair enquanto pedalam. É o derradeiro “feel bad show”, com temas atuais que nos obrigam a ver ao espelho e a nem sempre gostarmos do que vemos. Com o passar dos anos, as temporadas ganham mais episódios e ainda maiores estrelas.

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29.12.17

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Mindhunter

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Chama-se Mindhunter é um sucesso (mais um) do Netflix. Na série, vamos até aos anos 70, onde uma equipa do FBI entrevista e analisa autores de crimes horrendos. O pressuposto é que ao conhecer-se a mente e a forma de atuar deste tipo de criminosos – muitíssimo inteligentes, minuciosos e com uma certa vaidade pela sua “obra” – o FBI pode ajudar a mais rapidamente resolver casos e quem sabe, evitá-los. No centro da trama está Holden Ford (Jonathan Groff), um jovem, com vontade de ir mais além e aquele que começa com as entrevistas e Bill Tench (Holt McCallany), um agente durão, especialista em ciência criminal. Ambos começam por ser instrutores do FBI mas Holden começa a aproveitar as constantes viagens para falar com prisioneiros um pouco por todo o país, usando o seu crachá como chave. Wendy Carr (Anna Torv), uma psicóloga, junta-se-lhe. Apesar de ficcionadas, as personagens do núcleo do FBI são baseadas em pessoas reais que estiveram na base de conceitos comuns hoje como assassinos em série ou na determinação de perfis de criminosos. O projeto, primeiro à parte do FBI, acaba por se tornar público e ter um grande financiamento, o que leva a maior exposição e responsabilidades. Escrito de forma esplêndida, a série leva-nos até às celas e mentes de criminosos como Ed Kemper (Cameron Britton), Jerry Brudos (Happy Anderson) ou Richard Speck (Jack Erdie), assassinos reais. São especialmente boas as cenas que envolvem o perturbador Ed Kemper, que assassinou os seus avós e a sua mãe, entre outros e que tem QI elevado, mais de dois metros de altura e mais de 140 quilos. Ao mesmo tempo que tenta singrar nesta nova área, Holden, ensimesmado, desenvolve uma relação com a bonita estudante universitária Debbie (Hannah Gross).

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23.10.17





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